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Musical Furnishings

 A Musical Furnishings é uma empresa que desenvolve móveis musicais feitos à mão. Os móveis podem ser tocados solo ou com outras pessoas. Abaixo a Rumba Table:

Paêbirú

paebiru.jpg

O jornalista Cristiano Bastos entrou numa trip forte: está dissecando a história de um dos discos mais doentes da música brasileira, Paêbirú. A parada vai virar um documentário e, se você levar em consideração o blog do Cristiano e o livro Gauleses Irredutíveis, o resultado vem consistente e instigante.

(Pra quem não conhece, Gauleses Irredutíveis é um livro do Cristiano e mais dois parceiros que fez pelo rock gaúcho o mesmo que o clássico Mate-Me Por Favor fez pela cena novaiorquina: registrou a memória sequelada dos participantes de forma intensa e expontânea.)

Vale também dar uma olhada na pesquisa rápida que o Matias fez a respeito do disco.

curumin@sesc pompéia

na última sexta, dia 16, o curumin lançou oficialmente o seu segundo álbum:” japan pop show “. para quem não conhece o cara e nem seu primeiro trabalho ”  achados e perdidos ” basta saber que ele é a mais perfeita tradução da babel japa/black do samba de sampa! sua música impressiona pela energia e letras inteligentes. seus shows mandam bem na choperia do sesc ou no festival gringo southbysouthwest. batera de primeira, toca guitarra e cavaco com muita competência e canta com uma articulação soul muito pessoal. já emprestou seu swing para comerciais internacionais de nike, miller, flying emirates, etc. mas não deixa de lado a crítica aos descaminhos do mundo atual. ouçam mal estar card e kioto no seu myspace www.myspace.com/curuminhttp://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=music e vejam a jam de caixa preta com bnegão e lucas santana com direito ao “apaga a luz, acende o celular” . 

 

nina de bolso

da enorme safra de cantoras que nos avassala poucas tem um estilo tão pessoal e idéias tão arejadas qto nina becker. não é pop, não é soul, não mistura bossa e drum&bass. faz música. esta carioca de antepassados russos, criada na frança, compõe e canta com o bom gosto que a experiência como designer  de moda lhe deu ( trabalhou muito em produção de propaganda, na conspiração filmes e tinha um atelier bacana até outro dia). canta na festejada orquestra imperial e é amiga da turma moderna do rio, kassim, berna, domenico, nervoso, etc mas está gravando dois cds de uma vez aqui em sp. tenho que confessar que eu sou um dos produtores, junto com o carlos eduardo miranda. um dos álbuns é só com a gente e o outro com a comemorada banda ” do amor “. o clip aqui poderia ter um som melhor mas no fim das contas os ruídos acabam fazendo um certo sentido. para escutar o material para valer vcs vão ter que esperar mais uns meses.

E o auto-tune chegou à polifonia…

Está prevista para o segundo semestre o lançamento de mais uma versão do Celemony Melodyne, software que “afina” nas gravações muitos dos cantores desafinados que conhecemos. A grande diferença é que agora o software promete controlar notas individualmente dentro de um acorde.

Isso significa que vai ser possível, entre outras coisas, corrigir um pianista que tocou uma nota errada ou afinar um violão depois da gravação, ou ainda corrigir um único cantor desafinado num coro. Mas o mais interessante é o potencial para recriar sons a partir de gravações antigas: você vai poder, por exemplo, pegar aquele lá maior tocado pelo Jimi Hendrix de que você gosta e fazer dele um dó menor, um arpejo de ré maior ou qualquer outra coisa que der na telha.

Veja um vídeo explicativo:

A música mais desagradável do mundo

Um par de artistas fez uma pesquisa indagando os entrevistados sobre o que eles mais odiavam em música. Como resultado, produziram 23 minutos de música misturando harpas, bossa nova no sintetizador, ópera e rap. Com isso, eles pretendem ter produzido uma tentativa científica de reunir o pior possível em música. Quer ouvir?

Evil Urges

Novo single do My Mourning Jacket

<via>

Mallu Magalhaes em Porto Alegre

Eu ia dizer que tive a impressão de estar vivendo um momento especial. Mas me recuso: na verdade eu tenho certeza de que vivi um momento muito especial. Tudo ali parecia ter sido pinçado cuidadosamente para construir um cenário bastante específico e totalmente contemporâneo.

***

A começar pelo lugar do show, o Porão do Beco, terceiro bem-sucedido empreendimento das “organizações Beco”. A casa que hoje traz o carimbo “Beco” atravessou quatro décadas como Encouraçado Butikin recebendo desde Roberto Carlos e Elizete Cardoso até a revolução disco. Hoje, é o lar simbólico (porque há outros) e factual (porque é o que ficou marcado) do underground portoalegrense. Há pelo menos 4 anos, nas suas sucessivas versões, o Beco vem funcionando (ao lado das extintas festas da antiga Funhouse e segundas no Jeckyll) como eixo do resgate do rock na cidade e da criação de novos pilares construídos por bandas como Superguidis, Pata de Elefante, Pública, Damn Laser Vampires e por aí vai. Sobre esses pilares, toda uma cena se criou, agregando ao palco uma pista de dança e os hoje célebres DJ’s de rock.

Apesar de fazer todo sentido do mundo que “a tal da Mallu Magalhães” fizesse sua estréia gaudéria no Porão do Beco, a sincronia com essa linhagem histórica que eu descrevi termina por aqui. E então começo a sublinhar os elementos de ruptura: um show às nove e meia da noite, com a galera praticamente sóbria e calma (tem se cheirado muito em Porto Alegre) e uma atmosfera leve, sem aquela espessa nuvem de fumaça e energia pesada que costuma tomar conta do ar lá pela uma e meia manhã - horário normal de entrada no palco da primeira banda.

De repente, depois de enfrentar uma fila de 400 metros em nosso primeiro sábado frio e chuvoso, a menina entra no palco. Menina mesmo. Quinze anos, metida num terno não muito apertado, mais para David Byrne do que para Strokes. Não é tímida, se comunica bastante com a platéia. Mas é duas. Quando começa a cantar, interpreta, se entrega, se mistura ao violão, às sequências de notas bem colocadas, às boas letras de psicodelia infantil (um pleonasmo?) em inglês e português, às referências bem pescadas (Beatles, Dylan, Johnny Cash). Nos intervalos, gagueja, pontua as frases com “né?” e “meu”, ri e conta histórias. Às vezes mistura as duas coisas.

Cada detalhe é sorvido por um Porão do Beco lotado de pessoas e de uma alegria sincera. “Mallu, casa comigo” grita uma menina. Sim, o cinismo está presente. Mas a naturalidade de Mallu vence o cinismo e pode-se notar isso no ar. Todo mundo presta atenção no show inteiro, se envolve com as brincadeiras infantis, entra no clima. Porque Mallu é a antítese do que se convencionou como o indie nacional. Ela é serelepe e saltitante, algo que combina mais com meninas de 15 anos do que com meninos de 27 anos (deixemos a Lovefoxxx fora disso). Ela foi na Globo e no programa do Lucio Ribeiro da mesma forma. Ela parece vir de outro planeta (a infância) sem se esforçar pra isso. Ela gosta de platéia (!!!!) mas conversa de igual pra igual e não com aquele surrado diálogo de estádio tipo “boa noooooite portooo alegreeeee” ou “estou muito feliz que vocês estão aqui, beijo no coração de vocês”, essas coisas.

Penso que se o show rolasse às 2 da madrugada com todo mundo bêbado, chapado e cheirado, a coisa seria bem diferente. Mas percebo que aí também reside parte do encanto. Mallu fez cerca de 600 indies saírem de casa mais cedo, beeeeem mais cedo, e participarem de uma experiência diferente das suas vidas.

Ok, ela não fez isso sozinha. Teve ajuda forte. Da internet. Do hype do momento disparado por blogueiros influentes. Da curiosidade em torno de sua história pitoresca. Bem como do estado atual das coisas, tendendo fortemente ao folk. Tudo bem. Fomos até lá também por causa disso. Mas ficamos, assistimos e degustamos o show porque o show é bom. Porque o repertório é bem montado, as músicas são bem interpretadas e a menina consegue o que muito marmanjo não tem condições (eu não tenho): segurar uma platéia só na voz e viola, com bom humor e coração aberto, sem maldade.

***

A Mallu, então, é tudo isso? Não, é o contrário: tudo isso é que é a Mallu.

Coma seu album favorito

velvet.jpgQuando se é fã de uma banda, mas fã mesmo, não basta ter todos seus discos, videos, camisetas e entrevistas: é preciso COMER o seu idolo! Não, não estou falando do Zé Celso e seu “Roda Viva”. Falo do Obacchi Jacket Lunch Box, japoneses que fazem quentinhas (chamadas de “bento” na terra do Sol nascente) mimetizando capas de albuns conhecidos. Você quer um bento de arroz com a Bjork? Eles tem. Vai um Jimi Hendrix aí? Vai. Já fizeram um Sex Pistols com presunto e um Police com algas pra sushiman nenhum botar defeito, dentre dezenas de marmitas e milhares de trabalhadores bem nutridos e satisfeitos.

Dica do Patrice Lamiral

god bless the child

se estivesse viva lady day, ou eleonora fagan gough, ou ainda billie holiday, estaria fazendo 93 anos neste domingo. mas morreu de maneira triste, vítima de sua tragédia pessoal e do racismo americano, em 1959. para quem só conhece sua voz lânguida e inconfundível, ou quem pensa que amy winehouse inventou o modelo diva junkie, vale ler sua autobiografia ” lady sings the blues ” ( escrita com william duft, o autor do clássico sugarblues, o livro que fez a cabeça dos naturebas nos anos 70 e 80) para entender como mudou o mundo da música e como os músicos afro-americanos foram verdadeiros heróis daqueles tempos. neste vídeo ela se apresenta com a maravilhosa banda de count basie e interpreta o clássico de sua autoria que dá nome ao post.

Instrumentos diferentes: Hurdy Gurdy

Sabe aqueles bichos imaginários, metade bode/metade jaboticabeira? Pois o Hurdy Gurdy é isso aí, metade órgão, metade rabeca, metade realejo (3 metades são iguais a um inteiro, né?)

Sting se apresentou com um desses, na cerimônia do Oscar de 2004. Mas sua história vem de muuuitos séculos atrás. Basicamente, o Hurdy Gurdy é um instrumento de cordas tocadas através de uma manivela (como no realejo); quando girada, ela aciona uma roda que raspa nas cordas do instrumento, como um arco de violino. E as notas são dedilhadas em um teclado, igual ao de um órgão rudimentar (os primeiros órgãos construídos eram acionados por um fole). O video abaixo mostra bem esse funcionamento, e após o jump tem mais.

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Maleta vestida de Ghetto Blaster

Quer levar seu laptop pra passear de um jeito estiloso? O designer Paul Smith lançou esta maleta aqui, imitando aqueles ghetto blasters (aparelhos de som portáteis que faziam um estrago na vizinhança e podiam ser ouvidos a alguns quarteirões de distância, nada que hoje um som instalado no porta malas do carro não possa fazer melhor - ou pior…). Gostou, quer levar pra casa? US$ 425.00 na Flight 001. Ah, bom.

Álbuns inteiros no YouTube

Você já tinha visto essa? Eu não. Por exemplo, o Slycooper007 colocou discos inteiros do Black Rebel Motorcycle Club (meu predileto do momento, Baby 81), Dylan, Who, Strokes, My Bloody Valentine, Bealtes e por aí vai… dá uma vasculhada nos vídeos do cara. Pra quem curte ouvir algo online, sem precisar baixar, é uma pedida interessante. Deve ter mais gente fazendo isso, um searchzinho no YouTube resolve.

Instrumentos diferentes: sinth caixa de fósforo

Não é só samba que rola nas caixinhas Fiat Lux: o programador de games Ranjit Bhatnagar cavocou uma caixinha de fósforos e colocou um sintetizador para morar nela. Bem rudimentar, diga-se de passagem. Poucas opções de controle do som, mas dá pra você tocar uma sirene naquela festa chata e deixar todo mundo perturbado.

thing-a-day: matchbox synthesizer from ranjit on Vimeo.

agora sim. a cena e sua trilha.





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