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Arquivo para updates sobre 'Trilhas'

Supersonic Man

Vídeo promocional da Northrop Grumman usando como trilha Queen - Don´t stop me now

Pop Corn para Bud (e suas versões)

A Budweiser acabou de lançar um comercial que tem a música “Pop Corn” como trilha:

Aí eu não pude resistir, pois conheço 2 outras versões da mesma música: uma do EP de 2007 da carioca Orquestra Imperial e outra de um disco empoeiradaço de 1972, “Pop Corn - The Discotheque Sound“, e que é uma pérola!

Orquestra Imperial

Discotheque Sound

Música e Cinema: Blow Up + Yardbirds

Em 1966 Michelangelo Antonioni apresentava seu “Blow Up“, filme-registro da swinging London, sua cena fashion e cultural da época. Há uma sequência, forçada mas engraçada, em que o fotógrafo protagonista vai a um show dos Yardbirds e assiste às performances de Jimmy Page e Jeff Beck na música “Stroll On”. Este último, irritado com o mau contato do amplificador, quebra sua guitarra e a atira ao público (que sai de sua fleuma britânica e pula em cima dos destroços - ih, contei o fim do filme…). Momento retrô no Ouvidoria.

Ikea: quarto musical

Essa produção é do ano passado, mas como eu só vi agora (e achei muito legal) e parece que ninguém havia postado antes, então tá valendo: é um comercial da Ikea com gente saindo por tudo quanto é canto de um quarto, cantando uma melodia engraçada em um arranjo vocal inusitado. A música é da sueca Plan8, e a produtora de video é a também sueca B-Reel (que criou o site promocional, onde estudantes podem ganhar um quarto inteiro da Ikea). Parece uma mistura de Michel Gondry com Architecture in Helsinki.

Dumbo em remix cor-de-rosa

Acho que todo mundo conhece a cena do filme “Dumbo” (1941) em que o pobre elefantinho orelhudo, bêbado de vinho, alucina com uma cambada de elefantes rosados, certo? Mas você não sabia que o saxofonista maluco Sun Ra (nascido em Saturno, como ele mesmo afirmava) havia gravado uma versão, tão boa quanto a original (e que está no disco “Stay Awake: Interpretations of Vintage Disney Films”, de 1988). Pois é, graças a essa coisa chamada You Tube, você encontra um remix da cena da Disney com a versão de Sun Ra:

PS: é desse mesmo disco a versão de Tom Waits para a marcha dos 7 anões em “Branca de Neve”:

Heigh Ho (The Dwarfs Marching Song)

Trilha de ruidos em comercial do MAM

O MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo) está com uma campanha no ar, pela DPZ, para anunciar sua exposição “Contraditório - Panorama da Arte Brasileira” (em cartaz até 06 de janeiro). Além da raridade tupiniquim que é um comercial chamando para uma exposição de artes plásticas, a trilha sonora também é diferente: são ruidos de chapas metálicas batidas, vidros e canos, orquestrados para criar uma peça percussiva sem o uso de instrumentos convencionais. A origem dos sons remete à natureza dos objetos do filme (cujo tema “Improviso” mostra imagens de “soluções improvisadas” do dia-a-dia). Junto com o catálogo da exposição está um CD de remixes do DJ Dolores, feito exclusivamente para o evento. Não tenho certeza, mas acho que a trilha do comercial é do grupo performático Chelpa Ferro (cariocas que misturam música e manipulação de objetos em suas apresentações)

Sony Walkman: Making Of do Comercial

Já comentado aqui no UpdateOrDie, o comercial “Music Pieces” para a Sony (final de outubro) tem seu making of: 240 microfones, 128 músicos com uma percepção rítmica bastante acurada (imagine que você é uma pecinha de dominó que tem que cair na hora exata…) Os primeiros takes estavam realmente engraçados…! Haja ensaio (e barrinhas de cereal).

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Música e Cinema: Viagem a Darjeeling

Sábado à noite assisti ao mais recente filme de Wes Anderson, “Viagem a Darjeeling” (The Darjeeling Limited), precedido por um curta metragem (já comentado aqui) que é, na verdade, o prólogo do filme. Sim, gostei e recomendo a sessão, mas o interessante é a trilha que une os dois: a música “Where Do You Go To (My Lovely)”, que fez sucesso na Inglaterra de 1969, cantada por Peter Sarstedt. No curta-metragem e no longa, o personagem de Jason Schwartzman seleciona essa canção em seu iPod quando deseja criar um clima de sedução pra cima de sua ex-namorada e de uma indiana que conhece no trem (calma, não estraguei nada do filme!). Uma coincidência: Peter nasceu na India (onde se passa 95% do filme). Fora a enorme quantidade de ótimas músicas indianas (muitas retiradas de filmes de Bollywood), a excelente trilha apresenta Rolling Stones (”Play With Fire”), The Kinks (”Strangers” e “Powerman”) e a música de Joe Dassin que chama os créditos finais, “Les Champs-Elysees” (fusão sui-generis de imagens do trem pelas terras de Gandhi em uma canção louvando a avenida do luxo em Paris - o que se encaixa perfeitamente com a estória dos personagens). Quer ouvir a música? Clique aqui e assista a uma apresentação vintage de Peter. Quer conhecer a letra dessa valsa-chanson francesa em clima de amor livre? Expanda este post:

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Philip Glass na Vila Sésamo

Eita Vila boa essa, sô! Já tiveram convidados como Stevie Wonder, precisa querer algo mais de um programa que faz isso?! Agora descobri esta série musical que o compositor minimalista Philip Glass compôs em 1979 para uma série de animações da Vila, entitulada “Geometry of Circles“. Totalmente anos 70.

Trilha para Malabares

Thomas Arthur é um “malabarista lírico”, seja lá  que isso signifique. Mas o fato é que ele faz malabarismo com trilha, mas não daquelas de circo, mas sim uma toda pontuada. Não vi ninguém tocando ao vivo, acho que o cara ensaiou o sincronismo na raça mesmo. E, pensando bem, por que não fizeram isso antes?

Orange: Música De Criança

Já comentei antes, aqui, sobre um comercial da operadora de telefonia móvel Orange em que a música tinha um caráter brincalhão, com instrumentos acústicos. Pois este filme seguinte também segue essa proposta, com uma execução até mais simples - o que, aliás, eu adoro. Um tema simpático, assobiado, depois uma escaleta (parece uma gaita) e uma flauta: pronto, tá feito! Parece música para crianças, o que aliás combina com o tema “brincando com cores” do comercial (que lembra o Sony Bravia “Paint“). Miles Davis disse: “less is more”. A música, vazia, deixa espaços para que você ouvinte possa completá-la, seja lembrando da melodia, assobiando ou batucando com a caneta na mesa. Gutten.

Música e Cinema: Jim Jarmusch + Neil Young

Dead Man, filme de 1995 de Jim Jarmusch, traz Johnny Depp na época ainda não hypado. Não sei se é fácil de ser encontrado em locadoras, mas merece a busca: é a estória de um contador enviado por sua firma para cuidar do escritório da Califórnia, terra de ninguém do final do séc. XIX. Óbvio que nada sai como esperado. Não é um faroeste, embora se passe entre indios e pistoleiros: é um filme existencial, no qual a trilha sonora folk de Neil Young encontra um território perfeito para preencher a tela preto-e-branco de Jarmusch. Abaixo, um clip de Young com a música tema:

Jazz Vendendo Nova York

“Take The A Train”, composta por Billy Strayhorn, era uma espécie de prefixo musical da Big Band de Duke Ellington: seu objeto de inspiração, o “trem A”, era uma linha de metrô que ligava o Brooklyn ao Harlem. Para promover o turismo em Nova York, este comercial produzido pela Motion Theory usa como trilha sonora um remix da canção, na voz de Ella Fitzgerald, em versão de 1957 retrabalhada agora por Mint Royale.

Take The ‘A’ Train

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O Suingue Do Patrão

Em 1970 O Pasquim, publicação politica, humorística e etílica que fazia frente à ditadura militar (na medida do possivel) lançou um compacto com Jorge Ben naquelas letras discursivas enumerando seus articulistas: Millor, Sérgio Cabral, Ziraldo, Tarso de Castro, Paulo Francis, Jaguar… Era “O Som do Pasquim”. Pois o Silvio Santos acabou usando a mesma música (apenas seu refrão e a idéia geral da letra) em seu programa, para alinhar os jurados: Barros de Alencar, Haroldo de Andrade(?), Hélio de Araújo(?)… Jorge Ben sambalanço, simples com seu violão e uma percussão ali, na boa; Silvio Santos festivo, com metais, coro e aquele clima a-rraê: ouça o Jorge até 2:20 minutos (o refrão) e confira o Silvio na sequência.

Cosa Nostra versão Jorge Ben

Cosa Nostra versão patrão

gracias, Cristiano Boti!

Música e Cinema: Vanishing Point

Essa música, você conhece de tanto ter assistido ao Sérgio Chapelin no Globo Repórter. Sim, atualmente o tema da Globo foi regravado, mas a versão original é esta que você ouve aqui, do road movieVanishing Point“, cult de 1971. É a estória de um entregador de carros, ex-piloto de corridas, que aposta ser capaz de fazer uma entrega Colorado-California em menos de 15 horas. Muuuuitas perseguições, batidas e capotamentos (carros sendo jogados no lixo, marca registrada do cinema e TV dos anos 70). E uma trilha sonora coalhada de soul, rock e country ilustrando esse retrato in loco da ressaca da contracultura (ah, o tema do Globo Repórter? “Freedom of Expression”, pelos J.B. Pickers).





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