Ah, o ócio criativo…
Arquivo para updates sobre 'Tecnologia'
Vi o NIN usar essa interface de audio touch screen chamada Lemur da Jazz Mutant na música Echoplex. Fui atrás e achei esse vídeo de demonstração. Pena que custa tão caro!
não sei se é velho para vcs mas como é versão beta e eu achei divertido aviso aqui. está mais para fazedor de playlists do que mixer mas a interface é muito amigável e charmosinha. o K7 é simpático e retrô. vc pode buscar músicas nos arquivos deles ou fazer upload. além disse é fácil colocar uma imagem na mix. e é bem divertido escutar as mixes alheias. achei mais divertido do que o last FM mas é claro que gosto não se discute… só não consegui postar o link com a imagem do playlist aqui. se alguém descobrir como faz…
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A Thais Arruda, da Livraria Cultura, acaba de me contar que chegou por lá a bacanérrima Visionaire # 53, cujo o tema é SOUND. São seis discos de vinil com capas diferentes nos lados A e B. Cada disco tem gravado um gênero musical, lounge, rock… A caixa parece um disco voador. O alto-falante e a agulha ficam no carrinho que acompanha o kit. Para ouvir os discos, basta colocar o carrinho em cima do vinil que ela vai dando voltas e tocando as músicas.
A Moog Music, fundada por Robert Moog (criador do Minimoog em 1970), acaba de lançar uma espécime bem cara de instrumento de cordas (US$ 6.500): a Moog Guitar. O fabricante de um dos mais emblemáticos sintetizadores dos anos 70 se aventura em um território novo, aproximando o som da guitarra ao dos sintetizadores. A grande novidade é um controle de mute e de sustain para cada corda em separado (a grosso modo, sustain é a duração de uma nota). No modo de sustain infinito, a guitarra se comporta como um sintetizador. A principio o que produz isso é uma forte ação eletromagnética entre os captadores e as cordas, tal como naquela delicia de aparelhinho chamada E Bow.
A Moog Music postou na web um video promocional com gente como Vernon Reid (Living Colour) e Lou Reed experimentando o brinquedinho:
Claro, claro: já pensou quantas utilidades não existem para um colete musical como este aqui? Homem-sanduiche em estéreo, animador ambulante de festinha infantil, estraga-prazeres em pescaria, vendedor lo-fi na praia (economia de gogó)…
Aproveitando a deixa do Wagner e do vídeo sensacional com o Hancock e o Quincy Jones, resolvi postar um dos meus favoritos: um vídeo promocional do pop eletrônico do Giorgio Moroder, em torno de 1978. “Recording from a recording studio that even NASA can’t match”, diz o narrador ao final do vídeo.
O legal do Moroder é que a eletrônica não estava presente apenas na música em si, havia também a fetichização da tecnologia pra além dela. Eu acho fascinante o fato de ter sido ele quem resolveu, lá por 1984, produzir a restauração, a colorização e a produção da trilha do filme (originalmente mudo) Metropolis do Fritz Lang, até então em grande parte perdido.
E, para muitos, o Moroder é um dos principais responsáveis pela avalanche de música eletrônica das últimas décadas, ao fazer em 1977 uma produção quase 100% eletrônica para o hit I feel love da diva Donna Summer, então no auge da glória do Disco.
(por Luiz Godoy, via DropPost)A década de 80 foi a década dos sintetizadores. Uns o usaram para o bem, outros para o mal, com bem lembra o próprio Herbie Hancock neste video de 1983, que mostra um namoro desses dois gigantes da música com a tecnologia da época. Um momento descontraído que mostra um pouco do que aconteceria com o trabalho dos dois nos anos seguintes.
Rishi Verma, estudante de ciência da computação da Universidade de Indiana, desenvolveu uma “tabla virtual” para você fingir que é hindu: no site do brinquedo, você usa os atalhos do teclado para tocar esse dificílimo instrumento de percussão.
Na verdade, o que é complicado na tabla não é apenas sua técnica, mas também seu estilo dentro da música clássica indiana. Para tornar-se um tablista minimamente decente, deve-se aprender a cantar cada nota dos 2 tambores, com silabas correspondentes como dha, din, tin, ta, etc. E bem rápido. Como neste workshop de Zakir Hussain. Vá praticando, tá?
Se você curte aquelas traquitanas eletrônicas dos anos 80 mas não tem dinheiro, tempo ou paciência para comprar esses brinquedinhos, então este site pode auxiliar sua diversão musical: é o Audiotool (beta) da Hobnox, aonde dá para sequenciar uma bateria eletrônica TR-909 e dois TB-303 (bass lines, para as melodias), ambos modelos clássicos da Roland e que fizeram a alegria de muita gente (eu próprio aprendi a programar na TR). E ainda é possivel plugar um monte de pedais da Boss - outro clássico! - na ordem que você quiser, puxando os “fios” pra lá e pra cá. O que, aliás, é uma das melhores partes desse passatempo! Tudo isso on line, de pijama e comendo pipoca.
Muxtape é minha nova mania. Flashback total. Grave a sua fita virtual e mande o link pelos comments. Fiz uma com as músicas que estavam no meu laptop. Salada geral, como sempre foi.
Sabe aqueles bichos imaginários, metade bode/metade jaboticabeira? Pois o Hurdy Gurdy é isso aí, metade órgão, metade rabeca, metade realejo (3 metades são iguais a um inteiro, né?)
Sting se apresentou com um desses, na cerimônia do Oscar de 2004. Mas sua história vem de muuuitos séculos atrás. Basicamente, o Hurdy Gurdy é um instrumento de cordas tocadas através de uma manivela (como no realejo); quando girada, ela aciona uma roda que raspa nas cordas do instrumento, como um arco de violino. E as notas são dedilhadas em um teclado, igual ao de um órgão rudimentar (os primeiros órgãos construídos eram acionados por um fole). O video abaixo mostra bem esse funcionamento, e após o jump tem mais.
E enquanto as coisas vão mal para o CD, as gravadoras e editoras faturam bem com o Guitar Hero e com o Rock Band. Novas galinhas dos ovos de ouro, esses games trazem as versões originais (e algumas cover) de clássicos e quase-clássicos do rock. Se você nunca jogou, é o seguinte: você escolhe a música e o instrumento que quer tocar, e tem que acertar as notas no joystick-guitarra (e no caso do Rock Band, da MTV, pode optar por tocar bateria ou cantar). E tome vendas de músicas on-line direto pro console!
Agora, a Sony Music (que detém o catálogo dos Beatles) está em negociações com a Activision (criadora do Guitar Hero) para colocar as músicas dos fab four à disposição da galera. A Activision já estava pra lançar um pacote com músicas do Aerosmith, agora deve aproveitar e lançar a turma do Paul e do John na sequência. Vou pedir pra incluirem “I’m The Walrus”!
Não é só samba que rola nas caixinhas Fiat Lux: o programador de games Ranjit Bhatnagar cavocou uma caixinha de fósforos e colocou um sintetizador para morar nela. Bem rudimentar, diga-se de passagem. Poucas opções de controle do som, mas dá pra você tocar uma sirene naquela festa chata e deixar todo mundo perturbado.
thing-a-day: matchbox synthesizer from ranjit on Vimeo.
Você já deve ter visto uns videos de uns instrumentos musicais feitos em computação gráfica que, o que têm de cafona têm de impressionante pela funcionalidade real e intrincada de máquinas cheias de mecanismos complexos que, até agora só poderiam existir no mundo virtual. No mas. A Absolut criou a Absolut Machines, uma versão real dessas máquinas que encantam ouvidos e olhos . E não é só isso: essas máquinas musicais estão a sua disposição pra você tirar o seu som. Mas já aviso: tem que entrar numa fila. É mais ou menos como se o mundo todo quisesse tocar um único piano. Vão ter que pensar nisso.
São duas máquinas: a ABSOLUT QUARTET (video abaixo), uma orquestra de marimbas, percussão, copos de vinho, tocadas por bolinhas voadoras e dedos mecânicos. A outra é a ABSOLUT CHOIR (video após o jump), um coral robótico de 10 vozes (bem mais bobo). Veja mais fotos do projeto aqui.
Ouça alto e com fone, é impressionante.
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