Da Alemanha pra Portugal (com um accent francês) e de Portugal pra Espanha na minha trilogia sentimental-européia. Talvez vocês conheçam a Bebe, mas é aquisição de 2007 para mim. Acho o máximo. O casamento andaluz/árabe com pop deu tão certo… Essa música se chama “Como los olivos”. O refrão é assim: “Yo soy del sur, tú eres del norte, no hablamos el mismo idioma pero haremos que no importe”. E mais: “Te robaré algún cabello para amarrarlo a las trenzas de mi pelo”
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Tenho a sorte de ter um primo completamente alucinado por música. Lembro da minha infância indo na casa dele e descobrindo aqueles sons diferentes, trazidos das viagens que ele fazia pelo mundo. Ontem ele me presenteou com uma lista de seus achados. A banda Liars é um desses, abaixo vai o vídeo da música “Plaster Casts of Everything” do album Liars.
Os músicos Marcelo Castilha (piano), Marcelo Cabral (baixo acústico) e Pedro Ito (bateria) se cansaram de batalhar por bons espaços pra fazer seu som e se descolaram: inventaram um lugar pra se apresentar. Simples, né? É o Improvisado, uma “balada jazz” que acontece sábados às 19hs a cada 15 dias, na rua Capital Federal 186 - Perdizes, São Paulo. Em torno dos 3 músicos sempre tem um convidado da noite. Pelas canjas e performances já passaram músicos muito bons como Luciana Horta, Cris Aflalo, Danilo Moraes, o percussionista Guilherme Kastrup e o trombonista Bocato (o coroa da turma), tutti buona genti. Nesse sábado dia 12/04 eles terão Bruna Caram como convidada especial, que aliás tem assessoria de moda da nossa updater Fernanda Resende (e não, este não é um post jabá!).
Nesse 2008 o Abril Pro Rock completa 16 anos, ou seja, as espinhas estão pipocando tanto no rosto que só Acnase pra dar jeito (ainda existe Acnase? E Clearasil?). Vai, filhote, vai direto ao ponto: dias 11, 12 e 27 no Recife. Este ano 2 bandas nordestinas serão escolhidas via internet para participar do festival (em tempos de MySpaces e Orkuts não poderia ser diferente). Mas não são somente os brasileiros que espremem as espinhas por lá: 5 bandas estrangeiras estarão presentes, dentre as quais os históricos New York Dolls, banda novaiorquina glam-pré-punk. Confira a programação dobrando o post:
Impossível não lembrar de Beatles logo nos primeiros acordes. Mas isso é ruim? Dr. Dog vem da Philadelphia e o nome da música é The Girl.
Para quem não conhece os Barbatuques, basta dizer que são uma pequena orquestra de percussão corporal. Hein? Percutindo o próprio corpo e usando a voz de um jeito pouco convencional, eles criam músicas ao mesmo tempo sofisticadas e viscerais. Seu trabalho existe há mais de 10 anos e é único no mundo, embora tenha relação com o desenvolvido por Bobby McFerrin e Naná Vasconcelos, por exemplo. Agora os Barbatuques (que já tiveram uma de suas músicas usadas em um comercial de Heineken) estão lançando um DVD, e por isso fazem show no SESC Pinheiros (São Paulo) dias 15 e 16/março, além de oficinas e workshops (também lá). Então, tá esperando o quê?
Trent Reznor do Nine Inch Nails, lançou a poucos dias seu mais novo trabalho chamado Ghosts I - IV. São 36 músicas instrumentais gravada num período de 10 semanas onde a experimentação e colaboração correu solta.
“Estas músicas apareceram derrepente resultantes de um experimento. As regras eram as seguintes: 10 semanas, sem direção definida, não pensar demais, tudo levado pelo impulso. O que acontecer neste período será lançado como…alguma coisa. A coleção de músicas são o resultado de trabalhar com uma perspectiva bastante visual - vestindo locais e cenários imaginários com sons e texturas. Um soundtrack para daydreaming” Trent Reznor
Para fazer download grátis das 10 primeiras músicas de Ghosts I-IV acesse aqui.
(tks Ricardo Lebre , via drop post)
A primeira iPhone band vem da Austria: iBand. Um trio de virtuosos em aplicativos como o iAno, o Pocket Guitar, o iPhoneSynth e o BeatPhone. Abaixo, o primeiro hit da banda, que ensaia neste momento novos números. E avisam que se algum desenvolvedor inventar mais algum instrumento, é só avisar que trazem para jam. Atenção para a observação no site: “we are lacking iPhones so we used a Nintendo DS as a rhythm instrument”. Vida de músico é pedreira.
Eles acabaram de lançar o primeiro disco, mas já tem bastante gente apostando nesse quarteto em 2008: são os nova-iorquinos do Vampire Weekend, banda indie com uma pegada engraçadinha. “Oxford Comma” tem um órgão elétrico meio vintage, enquanto que “Cape Cod Kwassa Kwassa” é puxada por percussões e uma guitarra de Juju Music africana (desculpa para se dizerem um grupo de “Upper West Side Soweto”). No clipe abaixo, “A Punk”, um ska com aquele jeitão do The Clash (mas sem aquela fúria).
Oxford Comma
Cape Cod Kwassa Kwassa
Liverpool é a terra dos Beatles. Ou seja, a comparação é braba para as bandas locais que vieram depois dos Fab Four. Mas isso não intimidou seus conterrâneos The Zutons: quatro carinhas e uma saxofonista, fazendo um rock com uma cara bem anos 60/70. Em outras palavras, muitos riffs, guitarras cruas e melodias chamativas, espalhadas em 2 discos: “Who Killed The Zutons?” e “Tired Of Hanging Around”. Sua música “Valerie” já virou cover de Mark Ronson e de Amy Winehouse, o que é de alguma forma atestado de qualidade. Curta o playlist abaixo:
Cornelius é o nome artístico de Keigo Oyamada, guitarrista, produtor e “pintor” musical. Acho que o titulo se adequa bem ao tipo de música que ele produz: trabalhando muito com colagens e edição de sons, acaba chegando a um resultado cheio de “espaços” em branco, esperando serem preenchidos. Mas não é isso o que torna sua música minimalista, e sim a atenção a poucos e pequenos fragmentos sonoros, entre o acústico e o eletrônico. Em seus clips, som e imagem estão em uníssono, aproximando o resultado da video-arte. Ou da arte da culinária japonesa, sempre atenta à mistura dos sentidos. Curta um pouco:
Lá no coração do Brooklyn, NY, encontram-se os Daptone Studios, uma casa cheia de gravadores de rolo, pianos elétricos, Hammonds e equipamentos analógicos que fazem bem a qualquer som vintage. E, neste caso, vintage quer dizer Soul. E disso Sharon Jones entende, yes ma’m! Cantora que faz parte desse Dap-coletivo-selo musical, ela aparece neste clip do ano passado (mas que emula aqueles videos dos anos 60), tirado de seu último disco, “100 Days, 100 Nights”. Em tempo: os Dap-Kings já foram sampleados por Kayne West, gravaram com Mark Ronson (em seu album “Version”) e com Amy Winehouse (”Back To Black”, além de acompanhá-la em turnê). Desconfio que a moçada seja boa…
PS: no 2º andar da casa no Brooklyn fica a Daptone Records, que tem em seu catálogo ninguém menos do que… The Budos Band!!!
(por Neto, via UoD)
Tenho medo de Crianças-Atores, Crianças-Cantores, Crianças-Roqueiras, etc. Crescem e acabam se dando mal, Mccauley Kaulkin style. Infelizmente, esses “talentos mirins” aparecem, de quando em quando, para cumprir as frustrações de seus pais. Não é o caso de QuinnSulivan, de 8 anos. Isso não é mais criança. Tocando desse jeito, alguém precisa dar um cigarro para ele e introduzi-lo logo na vida noturna. Isso é um B.B.King anão, pelo amor de deus.
E desculpem pelo vídeo duplo, mas esse merece. Quinn Sulivan e Buddy Guy. Em caso de dúvida, Buddy Guy é o da direita.
Durma-se com um barulho desses.
Muita gente já colocou jazz dentro da eletrônica (e vice versa), mas este som aqui tem um jeito diferente, e o que gosto nele provavelmente é sua simplicidade. The Real Tuesday Weld é o projeto/codinome de Stephen Cotes, cantor e DJ que define seu som como “antique beat”. A graça toda é a escolha de referências que ele faz: jazz dos anos 30, som de big bands e dos standards, servindo de base para suas colagens de canções e edição de samplings. E ele lapida bem esse material, não pesando a mão na produção e criando uma espécie de pastiche descompromissado. Sua “Bathtime in Clerkenwell” foi utilizada em um ótimo comercial da Nova Zelândia (já comentado aqui). E “Kix”, em sua página do MySpace, cita Cole Porter (”I Get A Kick Out Of You”).
The Decline And Fall Of The Clerkenwell Kid
I Love The Rain
Kingslee 
