Ah, você anda varando as madrugadas para acompanhar o Phelps e o Cielo nadando nas piscinas chinesas? Então talvez tenha reparado uma musiquinha que toca nos alto-falantes, lá atrás… Parece o Ilariê da Xuxa… Péra aí: É o Ilariê da Xuxa! Já escrevi sobre essa versão ano passado, com essa pegada comercial meio “J-Pop” (pop japonês - neste caso, chinês). Bom, curta um pouco do grupo I.N.G (e depois desligue a TV, pois o seu vizinho de baixo quer dormir e já são 4 da matina):
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Minha mais recente paixão é nativa no funk e reggae, mas não vem dos Estados Unidos nem da Jamaica. Karolina tem cabelo de árvore e vem de Tel Aviv, Israel (!). Um timbre ácido emoldurado basicamente em 3 versões: mais funk com Kutiman (é a primeira música. Ouça alto. Corro com ela todos os dias), um ragga, mas sem descolar muito do roots (com Funset) e um reggae acústico (com o Habanot). Tudo de primeiríssima qualidade. Quem gostou me pede, não é fácil achar na internet. Aumenta o som e curta Karolina.
(tks Marcelo Prais)
Não sou muito de Drum n’ Bass, mas malvado assim é irresistível. Ao apertar o botão mágico do YT abaixo você estará diante do palco da banda Australiana Pendulum [wkp], já considerada a maior banda de DnB de todos os tempos e que faz uma bombástica reunião de DJ e banda de metal, tudo tocado mesmo, baixo, guitarra e o escambáu. Mas faça o favor: nada de ouvir nas caixinhas de computador: fone ou caixa boa e som no talo.
Da Alemanha pra Portugal (com um accent francês) e de Portugal pra Espanha na minha trilogia sentimental-européia. Talvez vocês conheçam a Bebe, mas é aquisição de 2007 para mim. Acho o máximo. O casamento andaluz/árabe com pop deu tão certo… Essa música se chama “Como los olivos”. O refrão é assim: “Yo soy del sur, tú eres del norte, no hablamos el mismo idioma pero haremos que no importe”. E mais: “Te robaré algún cabello para amarrarlo a las trenzas de mi pelo”
A propósito dos posts sentimentais, fui atrás da música “Sentimental” do Chico Buarque, que eu amo, na versão da portuguesa Maria de Medeiros (a Anaïs Nin do Henry & June, lembra?), que tinham me recomendado faz tempo. Ficou legal, viu?! Incrível como a Maria se abrasileirou, mesmo com o toque francês do final…
Pode fazer um post sentimental aqui? Eu achei este vídeo da banda de rock alemã Spider Murphy Gang no YouTube, no rock que canta o escândalo da Rosie, uma puta que seduziu a cidade de Munique — os homens não queriam saber mais de nenhuma outra puta, só dela, a mulher era demais. Conheci num intercâmbio juvenil na Alemanha (acho que é um clássico lá), toco no violão há anos, adoro, mas bem que, vendo o cabelinho do vocalista (eu nunca tinha visto, só ouvido), levei um susto…Chama-se Skandal im Sperrbezirk
Post oportunista é isso, aproveita os 100 anos da imigração japonesa (e os 50 da Bossa Nova) para mostrar um “samba do japonês doido”: a música chama “Cafezinho”, composta e interpretada por uma certa Tatsuko Kaneda, se acompanhando no Ukelele (que por sua vez é uma espécie de cavaquinho… havaiano!). Curta o show:
Cat Empire se reinventa a cada música. Sly, Toy Dolls, Ac/Dc, Marley, Hotel California…tudo misturado down under.
Depois desse video, deixe rolando o playlist:
Rishi Verma, estudante de ciência da computação da Universidade de Indiana, desenvolveu uma “tabla virtual” para você fingir que é hindu: no site do brinquedo, você usa os atalhos do teclado para tocar esse dificílimo instrumento de percussão.
Na verdade, o que é complicado na tabla não é apenas sua técnica, mas também seu estilo dentro da música clássica indiana. Para tornar-se um tablista minimamente decente, deve-se aprender a cantar cada nota dos 2 tambores, com silabas correspondentes como dha, din, tin, ta, etc. E bem rápido. Como neste workshop de Zakir Hussain. Vá praticando, tá?
Quando se é fã de uma banda, mas fã mesmo, não basta ter todos seus discos, videos, camisetas e entrevistas: é preciso COMER o seu idolo! Não, não estou falando do Zé Celso e seu “Roda Viva”. Falo do Obacchi Jacket Lunch Box, japoneses que fazem quentinhas (chamadas de “bento” na terra do Sol nascente) mimetizando capas de albuns conhecidos. Você quer um bento de arroz com a Bjork? Eles tem. Vai um Jimi Hendrix aí? Vai. Já fizeram um Sex Pistols com presunto e um Police com algas pra sushiman nenhum botar defeito, dentre dezenas de marmitas e milhares de trabalhadores bem nutridos e satisfeitos.
Dica do Patrice Lamiral
Shamisens on the rock! Pra quem não sabe, o shamisen é um tradicional instrumento de cordas japonês tocado com uma enorme palheta de marfim chamada bachi. Repare nos taikos e nas flautas de bambu. E preste atenção na letra (pena que eu não leia kanji…).
Dica do Cristiano Cera
Essa é uma das belezas da internet: alguém encontra sobras de tapes antigos e descobre que tem que mostrar pra todo mundo. É o caso desse pessoal aqui (o número é tão restos de algum VHS que quem subiu pro IuTchubi nem sabe dizer quem são). Não importa: preste atenção no baterista e sua performance ensandecida, digna de um John Bonham ou um Keith Moon. Ou até melhor.
O que esperar de um saxofonista nascido em 1933 nos Camarões e que já tocou jazz, música latina, afrobeat, reggae, misturou funk com música africana e ainda teve um hit internacional em 1972, “Soul Makossa“? Resposta: espere tudo, principalmente muito suingue. Manu Dibango presta serviços à música africana e mundial desde que levou seu sax para Paris, na década de 60. De lá pra cá já tocou com Sly & Robbie, Don Cherry (pai da Neneh Cherry), Fela Kuti, Angelique Kidjo, Bill Laswell e Ladysmith Black Mambazo (aquele coral que participou do disco de Paul Simon, “Graceland”). Dê uma sacada no som do camaronês e entenda porque seus grooves são tão sampleados pelo pessoal do Hip Hop:
Cornelius é o nome artístico de Keigo Oyamada, guitarrista, produtor e “pintor” musical. Acho que o titulo se adequa bem ao tipo de música que ele produz: trabalhando muito com colagens e edição de sons, acaba chegando a um resultado cheio de “espaços” em branco, esperando serem preenchidos. Mas não é isso o que torna sua música minimalista, e sim a atenção a poucos e pequenos fragmentos sonoros, entre o acústico e o eletrônico. Em seus clips, som e imagem estão em uníssono, aproximando o resultado da video-arte. Ou da arte da culinária japonesa, sempre atenta à mistura dos sentidos. Curta um pouco:

