Deu na Agência Estado em 17/8: “‘E assim adormece esse homem/Que nunca precisa dormir pra sonhar/Porque não há sonho mais lindo do que sua terra.’ Com esses versos, da música “João Valentão”, o compositor Dorival Caymmi foi sepultado nesta tarde, no Rio. O trecho foi lido por Dori Caymmi, seu filho mais velho, que chegou hoje pela manhã dos Estados Unidos, onde mora, para se despedir do pai. Cerca de 200 pessoas, entre familiares, fãs e amigos, seguiram o cortejo pelo Cemitério São João Batista, em Botafogo, zona sul da cidade”.
Não resisti, achei João Valentão por João Gilberto, é o que há.
Cliquem aqui.
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Ah, você anda varando as madrugadas para acompanhar o Phelps e o Cielo nadando nas piscinas chinesas? Então talvez tenha reparado uma musiquinha que toca nos alto-falantes, lá atrás… Parece o Ilariê da Xuxa… Péra aí: É o Ilariê da Xuxa! Já escrevi sobre essa versão ano passado, com essa pegada comercial meio “J-Pop” (pop japonês - neste caso, chinês). Bom, curta um pouco do grupo I.N.G (e depois desligue a TV, pois o seu vizinho de baixo quer dormir e já são 4 da matina):
Tá bom: estou atrasado muitos anos neste post aqui, mas e daí? Só agora descobri que “It’s Oh So Quiet” da Bjork (do album “Post”) é um cover mais lento da música “Blow A Fuse” de Betty Hutton, atriz e cantora americana que morreu há exatamente 1 ano atrás (26/02/1921 - 11/03/2007, brrrrr…). E quer saber? Depois de conhecer, gostei mais da interpretação da Betty! Achei que ela grita mais bonito (sério - e olha que de gritos a islandesa entende). Quer ver mais Betty Hutton? Experimente “Doctor, Lawyer, Indian Chief“, do musical “Annie Get Your Gun” (1950).
Blow A Fuse (Betty Hutton)
Talvez pouca gente lembre, mas ele fez um dos melhores shows do Tim Festival de 2005. Tem vídeo novo do cara no YouTube, anunciando que vem mais funk desconstruído por aí… mais info por aqui.
Eles acabaram de lançar o primeiro disco, mas já tem bastante gente apostando nesse quarteto em 2008: são os nova-iorquinos do Vampire Weekend, banda indie com uma pegada engraçadinha. “Oxford Comma” tem um órgão elétrico meio vintage, enquanto que “Cape Cod Kwassa Kwassa” é puxada por percussões e uma guitarra de Juju Music africana (desculpa para se dizerem um grupo de “Upper West Side Soweto”). No clipe abaixo, “A Punk”, um ska com aquele jeitão do The Clash (mas sem aquela fúria).
Oxford Comma
Cape Cod Kwassa Kwassa
O canal americano Nick Jr tem um programa chamado Yo Gabba Gabba cheio de números musicais pra criançada. Vira e mexe pinta um pessoal legal por lá, como os caras da Gogo13 e o cantor Alex Desert, da banda Hepcat, que participaram desse clip-cartoon.
Cornelius é o nome artístico de Keigo Oyamada, guitarrista, produtor e “pintor” musical. Acho que o titulo se adequa bem ao tipo de música que ele produz: trabalhando muito com colagens e edição de sons, acaba chegando a um resultado cheio de “espaços” em branco, esperando serem preenchidos. Mas não é isso o que torna sua música minimalista, e sim a atenção a poucos e pequenos fragmentos sonoros, entre o acústico e o eletrônico. Em seus clips, som e imagem estão em uníssono, aproximando o resultado da video-arte. Ou da arte da culinária japonesa, sempre atenta à mistura dos sentidos. Curta um pouco:
Em fins de janeiro o idiossincrático Beck lançará uma versão deluxe de seu album Odelay (1996) no mercado americano: o 1º disco contendo o CD original (com mais 2 músicas inéditas e ainda “Deadweight”, trilha do filme “A Life Less Ordinary“), e o 2º com raridades, singles e remixagens. Odelay representou sua afirmação junto ao público e critica, após seu sucesso “Loser”, que estourou na MTV em 1994. Seu último album inédito foi The Information, em 2006, onde cada comprador montava sua própria capa para o CD, usando bottons e colagens. Deadweight
The New Pollution
Devil’s Haircut
Curiosidade: em “Jack-Ass” do mesmo Odelay, Beck sampleou a versão para “It’s All Over Now, Baby Blue” (Bob Dylan), que Van Morrison gravou em 1969, usando-a como base para sua música. A mesma canção de Dylan ganhou uma versão em português (”Negro Amor“), famosa na voz da Gal Costa (1977).
Jack-Ass
It’s All Over Now, Baby Blue (Van Morrison)
Bônus: clip de “Sexx Laws”, do album Midnite Vultures (1999), com o naquela época mezzo-conhecido Jack Black. A direção do clip é do próprio Beck:
Lá no coração do Brooklyn, NY, encontram-se os Daptone Studios, uma casa cheia de gravadores de rolo, pianos elétricos, Hammonds e equipamentos analógicos que fazem bem a qualquer som vintage. E, neste caso, vintage quer dizer Soul. E disso Sharon Jones entende, yes ma’m! Cantora que faz parte desse Dap-coletivo-selo musical, ela aparece neste clip do ano passado (mas que emula aqueles videos dos anos 60), tirado de seu último disco, “100 Days, 100 Nights”. Em tempo: os Dap-Kings já foram sampleados por Kayne West, gravaram com Mark Ronson (em seu album “Version”) e com Amy Winehouse (”Back To Black”, além de acompanhá-la em turnê). Desconfio que a moçada seja boa…
PS: no 2º andar da casa no Brooklyn fica a Daptone Records, que tem em seu catálogo ninguém menos do que… The Budos Band!!!
Fala sério: trabalhinho suado este, em que o diretor Roger Wieland usou mais de 10 mil pedacinhos de papel para criar o stop motion do clip da banda holandesa Trenchcoat. Será que o octeto ajudou a recortar as cartolinas? Mutironen maluken!
Eita Vila boa essa, sô! Já tiveram convidados como Stevie Wonder, precisa querer algo mais de um programa que faz isso?! Agora descobri esta série musical que o compositor minimalista Philip Glass compôs em 1979 para uma série de animações da Vila, entitulada “Geometry of Circles“. Totalmente anos 70.
Essa eu vi pelo pessoal da Colméia: a dupla de J-Pop (pop japonês) Halcali rodou o videoclip de sua música “It’s Party Time” dentro dos supermercados Carrefour, passeando com um carrinho de supermercado e mostrando os produtos que caíam na cesta. Consegui reconhecer embalagens de sucos Del Valle e cereais Kellogg’s. Só faltou aquela melancia quadrada que custa uma fortuna em Tóquio!
PS: outros clips da dupla: Togenkyo (em 7/4 e com mudanças de ritmo incomuns no pop) e Baby Blue (Panda Mix)
…isso sim é desconstrução!
ou ainda, como lasse gjertsen, um moleque engraçado com um cabelo esquisito montou um video legal colando pedacinhos…
e ele tem um monte de outros parecidos…
o tejo, um dos produtores do selo instituto, me mostrou faz um tempo.
mas eu tinha esquecido.
vai nessa lasse!
O que é a camisinha, pra que serve, benefícios… Tudo isso em uma canção com direito a coreografia de Bollywood. Entretenimento e educação com aquele jeito naive da produção bollywoodiana (mas com menos verba…).
Acabei de descobrir essa banda: Múm, um septeto da Islândia que brinca com jazz, hip hop e eletrônica. No MySpace deles, as músicas me lembraram os momentos mais leves do Prefuse 73, que passou por aqui em setembro, no SESC Pompéia/SP. Esse clip aqui, da música “Rhubarbidoo”, foi animado pela Overture, e tem uma cara psicodélica de desenho animado europeu dos anos 70. Aliás, o que me chamou a atenção é que a música parece ter sido feita para o video, e não o contrário.

