não sei se é velho para vcs mas como é versão beta e eu achei divertido aviso aqui. está mais para fazedor de playlists do que mixer mas a interface é muito amigável e charmosinha. o K7 é simpático e retrô. vc pode buscar músicas nos arquivos deles ou fazer upload. além disse é fácil colocar uma imagem na mix. e é bem divertido escutar as mixes alheias. achei mais divertido do que o last FM mas é claro que gosto não se discute… só não consegui postar o link com a imagem do playlist aqui. se alguém descobrir como faz…

na última sexta, dia 16, o curumin lançou oficialmente o seu segundo álbum:” japan pop show “. para quem não conhece o cara e nem seu primeiro trabalho ” achados e perdidos ” basta saber que ele é a mais perfeita tradução da babel japa/black do samba de sampa! sua música impressiona pela energia e letras inteligentes. seus shows mandam bem na choperia do sesc ou no festival gringo southbysouthwest. batera de primeira, toca guitarra e cavaco com muita competência e canta com uma articulação soul muito pessoal. já emprestou seu swing para comerciais internacionais de nike, miller, flying emirates, etc. mas não deixa de lado a crítica aos descaminhos do mundo atual. ouçam mal estar card e kioto no seu myspace www.myspace.com/curuminhttp://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=music e vejam a jam de caixa preta com bnegão e lucas santana com direito ao “apaga a luz, acende o celular” .
da enorme safra de cantoras que nos avassala poucas tem um estilo tão pessoal e idéias tão arejadas qto nina becker. não é pop, não é soul, não mistura bossa e drum&bass. faz música. esta carioca de antepassados russos, criada na frança, compõe e canta com o bom gosto que a experiência como designer de moda lhe deu ( trabalhou muito em produção de propaganda, na conspiração filmes e tinha um atelier bacana até outro dia). canta na festejada orquestra imperial e é amiga da turma moderna do rio, kassim, berna, domenico, nervoso, etc mas está gravando dois cds de uma vez aqui em sp. tenho que confessar que eu sou um dos produtores, junto com o carlos eduardo miranda. um dos álbuns é só com a gente e o outro com a comemorada banda ” do amor “. o clip aqui poderia ter um som melhor mas no fim das contas os ruídos acabam fazendo um certo sentido. para escutar o material para valer vcs vão ter que esperar mais uns meses.
se estivesse viva lady day, ou eleonora fagan gough, ou ainda billie holiday, estaria fazendo 93 anos neste domingo. mas morreu de maneira triste, vítima de sua tragédia pessoal e do racismo americano, em 1959. para quem só conhece sua voz lânguida e inconfundível, ou quem pensa que amy winehouse inventou o modelo diva junkie, vale ler sua autobiografia ” lady sings the blues ” ( escrita com william duft, o autor do clássico sugarblues, o livro que fez a cabeça dos naturebas nos anos 70 e 80) para entender como mudou o mundo da música e como os músicos afro-americanos foram verdadeiros heróis daqueles tempos. neste vídeo ela se apresenta com a maravilhosa banda de count basie e interpreta o clássico de sua autoria que dá nome ao post.
arthur c. clarke, o autor de ficção científica e visionário faleceu hj aos 90 anos no sri lanka, onde morou os últimos 50 anos. a coincidência é que qdo entrei em casa depois de mais um congestionamento de “ficção científica” em sp, meu filho de 11 anos estava assistindo o dvd do 2001 do kubrik! sem saber que o criador daquela maravilha tinha acabado de voltar para o lugar de onde veio! sincronicidade?não resisti e posto a famosa cena da melhor escolha de trilha sonora de todos os tempos!!!!
esta partitura parece aqueles desenhos feitos com números.uma bobagem. mas é bonitinha.pena que soe tão careta… para ver melhor e saber mais, clique aqui.
fiquei na dúvida se postava isso na ouvidoria ou no gourmet. mas vai lá…há uns dois anos, depois de escutar reclamações e saber que o cara pagava uma grana mensal para receber cdrs e tocar no seu restaurante uma musiquina meia boca, eu fiz um play list para o ipod da vinheria percussi, dos amigos silvia e lamberto.pensei no tipo de público e montei playlists para almoço e jantar. música para tocar sem repetir por uma semana.vários clientes habitués elogiaram e até a assessora de imprensa deles veio me perguntar qto eu cobraria por este serviço para outros restaurantes.bem, apesar do relativo sucesso, não transformei isso num ramo de atividades !.. mas lendo o blog de gastronomia do NYT percebi que o nicho é forte nos EUA ( veja aqui).tem até um debate do tipo ” eu não tercerizaria minha carta de vinhos e por isso não faço o mesmo com a música do meu restaurante”.ok. faz sentido, se vc acreditar que a música do restaurante , assim como os quadros na parede dizem algo sobre quem cria a comida… e se o chef tiver mesmo múltiplos talentos!mas muita gente terceiriza, sim, a carta de vinhos e a decoração. e até a sobremesa. e nem sempre o resultado é ruim.talvez a música de vários restaurantes melhorasse muito se houvesse esta preocupação .(se o tanger tivesse outros cds de música marroquina além daquele….rsrsrs) veja as matérias, aqui e aqui. e já que este é um post meio esquizitoo veja tb a coreografia dining alone!
ornette coleman faz 78 anos mas continua mandando bala. o pai do free e inventor do harmolodic (veja aqui http://en.wikipedia.org/wiki/Harmolodics) tem tocado em festivais na europa direto. aqui vai só a primeira parte de uma das baladas mais bonitas da história do jazz. lonely woman. pode parecer um paradoxo pensar numa balada free jazz. mas esta é um clássico dos anos 50. tem até uma letra bonita (se encontrarem o disco slow food do nouvelle cuisine vale escutar a versão com letra) mas aqui é instrumental.
como diria shakespeare sobre a vida: cheia de fúria e som!
prepare-se…

a japa mais famosa do mundo, aquela artista transgressiva do movimento fluxus, que implodiu a maior banda pop do universo, que influenciou o pensamento mais antenado dos anos 70, que apareceu mil vezes na capa da rolling stones sem saber cantar afinado, que administra muito bem obrigado a fortuna da herança do ex-beatles mais radical, que criou um filho que namora uma japinha que canta baião, e fez um show caríssimo em 2007 no municipal para dasluzetes que não entenderam nada, bem, ela está fazendo 75 anos.
ok, bonitinha ,ela nunca foi. mas ainda tem aquela cara meio de moleca travessa.
o aniversário é dia 19 mas como ela nasceu em toquio e tem fuso horário, e tal …
vai o parabéns hoje mesmo!
o arcade fire lançou o primeiro video clip interativo da história.
na verdade é parecido com alguns comerciais que eu já vi por aí.
o da cerveja com a menina que fazia um strip e obedecia ordens era o mais complexo e interessante.
mas o do arcade vale pela diversão.
principalmente para os fãs da banda.
Aqui.
eu muitas vezes me pergunto: para quê um video clip tão legal para uma música tão chatinha?…
ué! para bombar no youtube e receber execução pública, é claro…
…isso sim é desconstrução!
ou ainda, como lasse gjertsen, um moleque engraçado com um cabelo esquisito montou um video legal colando pedacinhos…
e ele tem um monte de outros parecidos…
o tejo, um dos produtores do selo instituto, me mostrou faz um tempo.
mas eu tinha esquecido.
vai nessa lasse!
meninos, desculpe a demora…
estive enfurnado nesses últimos dias num exaustivo encontro nacional da ABMI. que vem a ser o associação brasileira de música independente, uma impoluta entidade que congrega gravadoras independentes e alguns parceiros e da qual eu humildemente sou um dos diretores. foi um encontro bacana, mais modesto do que outros. menos internacional, sem shows e sem barraquinha vendendo nada.
mas valeu por uma coisinha: uma palestra muito interessante do representante da merlin, uma entidade muito séria, formada por 15 associações nacionais do tipo da ABMI ( inclusive a própria …), que tem como seu foco negociar globalmente com grandes player os direitos dos independentes.
todos os grandes players ( kazza, youtube, googlevideo, yahoomusic, lastfm, etc) estão sendo chamados a cumprir a lei e, surpreendentemente, apesar do choro, tendem a negociar.
a verdade é que kazza, youtube e outros já estão pagando as majors por execução.
mas o mais interessante na minha opinião não é isso e sim o fato de estes grandes veículos de conteúdo estarem aceitando o uso de um mecanismo de controle que deixaria ecad e cia na préhistória. é o digital fingerprint.
com essa tecnologia é viável se reconhecer, distribuir e pagar com precisão os direitos de uma música que passe pelo servidor do tal site ( ou antena da tele, ou por satélite, etc).
e sem invasão de privacidade, sem DRM, sem limites de uso.
mas não é só isso…
a idéia que vem crescendo é usar o conceito “feel like free”, isto é, vc usa mas não desembolsa nada. não percebe que paga. a remuneração dos direitos é problema deles… cobrando tráfego, publicidade, valor agregado num ipod, etc. tudo que já se paga mas não remunera o infeliz que criou aquela musiquinha que vc adora…
aqui vão dois links (pró e contra) sobre um fornecedor de digital fingerprint.
http://www.audiblemagic.com/news/press-releases/pr-2002-01-15.asp
http://newteevee.com/2007/06/08/does-digital-fingerprinting-work-an-investigative-report/
eu sempre achei isso possível. mas faltava tecnologia e vontade política.
agora é ver se anda…

para quem ouviu nebraska do bruce springsteen gravado num porta estúdio K7 de 4 canais isso pode parecer uma provocação.
para todos os outros é uma solução…
a digidesign, dona do protools, software/hardware que revolucionou a gravação digital nos últimos dez anos, lançou um novo modelo do seu mbox, que já era só um pouquinho maior que um discman.
é o mbox 2 micro.
do tamanho de um pendrive.
se isso não é um estúdio de bolso ainda é só pq precisa de um laptop ( o antigo mbox tb precisava).
ok não substitui uma sala acusticamente tratada.
mas 50% da música feita hj não depende disso.
dá para se divertir muito.
enjoy.