Um dos 10 melhores CDs de 2007 na opinião de muita gente, Boxer, do The National é muito bom. Mas eu adoro essa versão de About Today.
Valeu Gica
Um dos 10 melhores CDs de 2007 na opinião de muita gente, Boxer, do The National é muito bom. Mas eu adoro essa versão de About Today.
Valeu Gica
Você pode ser um libertário nascido na nova era, com certidão de nascimento gravada em flash memory. Ou pode ser um retrógrado, que acredita em modelos financeiros menos anárquicos e mais ortodoxos. O fato é que, passados 24 anos da primeira Hackers Conference, o maior paradoxo da era da informação sobrevive, monolítico, gerando polêmica no UoD, nos camelôs, na Polícia Federal, nas gravadoras, nas bandas de garagem, nos blogs, e nos livros dos gurus. E quem nos alertou para ele pela primeira vez, foi Stewart Brand, o criador do The Well, uma das mais antigas comunidades online do planeta. Um avô da Wikipedia. Em 1984 ele profetizou:
On the one hand information wants to be expensive, because it’s so valuable. The right information in the right place just changes your life. On the other hand, information wants to be free, because the cost of getting it out is getting lower and lower all the time. So you have these two fighting against each other.
Dito lá em 1984, poderia soar como uma abstração, o sonho de um visionário. Mas assistindo ao seu torrent de Tropa de Elite, a frase ganha contornos diferentes e torna-se absolutamente atual e assustadora, como um tapa da cara dado pelo Capitão Nascimento. Se você não entendeu, no livro Inventing the Future at MIT de 1987, tem uma simplificação inteligente da mesma idéia de Brand:
Information Wants To Be Free. Information also wants to be expensive. … That tension will not go away.
Chris Anderson traz esse assunto de volta ao radar. Em seu blog, ele informa que depois de Prince (e Lobão, devo acrescentar), o Radiohead também saiu na frente e não quer mais esperar que a indústria fonográfica decrete sua falência para apresentar um novo modelo de negócios. Radiohead não quer ser free e nos apresenta uma estratégia que poderia ser chamada de “faça o preço você mesmo“. Anderson já deixou claro anteriormente que músicas, na internet, devem ser gratuitas. Então ele mesmo sugere que $0,00 deva ser considerada uma opção. Afinal, segundo ele, a idéia do consumidor definir o preço que quer pagar por uma série de músicas, só nasceu porque é evidente que o valor marginal do produto é mínimo. Então porque não ser zero? The Charlatans, por exemplo, lançaram seu novo CD seguindo o modelo de Prince: free download. Enfim, o artigo de Anderson mostra que entre os U$0.99 da iTunes Music Store, o DIY-price do Radiohead, e o free download do The Charlatans, existe um abismo de controvérsias. That tension will not go away.
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