Dirigido por Doug Pray, você pode ver abaixo a íntegra do documentário que conta a história e desenvolvimento da fantástica técnica popularizada pelos DJs de rap. Logo no inicio, Grand Wizard Theodore conta como acidentalmente inventou o scratch, nos anos 70: sua mãe batia na porta de seu quarto reclamando do alto volume da música que ele ouvia, e para poder atendê-la ele simplesmente colocou sua mão sobre o disco de vinil que estava tocando, produzindo aquele som característico. Gostou do resultado, e o resto é história. Yo!
Arquivo do autor Marcos Azambuja
Li no Caderno 2 de hoje que aqui em São Paulo o Instituto Auditório Ibirapuera está iniciando uma coleção on-line de canções de ninar da vários paises e culturas. É o Projeto Acalanto, registro direto, oral, de artistas e anônimos cantando acalantos que ouviram quando criança.Aí se descobre o quanto certas culturas distantes tem melodias parecidas com as nossas, como no exemplo da Coréia, e o quanto alguns acalantos de culturas próximas são diferentes dos nossos (caso dos Waurás do Alto Xingu). Descubra também como soa, em armênio, uma música muito conhecida nossa.
Gostou? Acesse o site e se divirta. Vai ver, acaba relembrando alguma cantiga perdida no fundo da sua memória!
Você, que conhece “Blackbird” (Paul McCartney, “Album Branco”, 1968), talvez já tenha se perguntado: afinal, que pássaro é esse? Oras bolas, é o melro (turdus merula). E talvez você já tenha se perguntado se existem outras versões dessa balada acústica. Pois é, quando fui atrás delas me deparei com uma infinidade de covers idênticos, a maioria sem dizer a que veio. Mas também encontrei várias gravações com idéias originais e moods diferentes:
Beatles ensaiando / sobras de estúdio
Bobby McFerrin
Los Pirata
Jaco Pastorius
Crosby, Stills & Nash em Woodstock
Brad Mehldau
Arturo Sandoval
Bonzai Republic
Carly Simon
Wenche Losnegard e Morten Faerestrand
Post oportunista é isso, aproveita os 100 anos da imigração japonesa (e os 50 da Bossa Nova) para mostrar um “samba do japonês doido”: a música chama “Cafezinho”, composta e interpretada por uma certa Tatsuko Kaneda, se acompanhando no Ukelele (que por sua vez é uma espécie de cavaquinho… havaiano!). Curta o show:
Discos de graça, diretamente da gravadora? Quem garante é João Marcello Bôscoli, sócio da Trama. E a implementação dessa realidade junto aos internautas atende pelo nome de “Álbum Virtual”, projeto que ganha corpo 20 de junho com a versão ao vivo do disco “Danç-Êh-Sá”, de Tom Zé. Mas quem inaugurou a estória toda foi a banda Dance of Days, dia 15 de maio. A intenção é que, até o final do ano, discos de Elis Regina e Tim Maia (como o seu “Racional”) estejam integralmente disponiveis para download no site da gravadora, de graça. E, com o tempo, todo o catálogo da Trama estaria assim disponivel.
A idéia vem sendo maturada e experimentada já há algum tempo, desde a adoção do download remunerado em 2007, no qual as faixas eram baixadas individualmente a partir do site da gravadora, o Trama Virtual. Desde o download remunerado, os royalties e custos de produção eram pagos por patrocinadores de empresas parceiras da Trama. O valor pago varia de acordo com a arrecadação mensal junto às empresas patrocinadoras. No caso do projeto Download Remunerado, 2.540 bandas e artistas se cadastraram, gerando mais de 126 mil downloads nos 2 primeiros meses.
Essa é a iniciativa particular da gravadora para se adaptar à era de internet e à crise da indústria fonográfica. Segundo Bôscoli, a inspiração veio da TV aberta, onde se tem conteúdo gratuito bancado pelo patrocinio dos anunciantes. No caso do Álbum Virtual, os discos ficam disponiveis para download por tempo limitado, e são lançados na web antes de sua versão fisica chegar às lojas. Leia aqui entrevista de João Marcello à revista Cult.
A Moog Music, fundada por Robert Moog (criador do Minimoog em 1970), acaba de lançar uma espécime bem cara de instrumento de cordas (US$ 6.500): a Moog Guitar. O fabricante de um dos mais emblemáticos sintetizadores dos anos 70 se aventura em um território novo, aproximando o som da guitarra ao dos sintetizadores. A grande novidade é um controle de mute e de sustain para cada corda em separado (a grosso modo, sustain é a duração de uma nota). No modo de sustain infinito, a guitarra se comporta como um sintetizador. A principio o que produz isso é uma forte ação eletromagnética entre os captadores e as cordas, tal como naquela delicia de aparelhinho chamada E Bow.
A Moog Music postou na web um video promocional com gente como Vernon Reid (Living Colour) e Lou Reed experimentando o brinquedinho:
No Festival de Montreux de 1979 se apresentavam Elis Regina e Hermeto Paschoal na mesma noite, mas em performances diferentes. No fim do show, alguém nos bastidores deu um empurrão para que os dois subissem juntos e improvisassem alguma coisa. Deu no que deu: improvisaram e arrebentaram, Hermeto torcendo as harmonias e Elis respondendo à altura. Confira a versão transfigurada de “Asa Branca” e, após o jump, um depoimento dela sobre o encontro, além de “Corcovado” e “Garota de Ipanema” em versões no calor da hora.
Bacana esse podcast que encontrei pelas esquinas da web: “The Tone Generation“, uma série de 10 programas sobre a história da música eletrônica, do século XX ao XXI. E por música eletrônica entenda-se não apenas Kraftwerk e DJs mas também eruditos como Karlheinz Stockhausen, Iannis Xenakis e Edgard Varese - enfim, todo mundo que ligou um equipamento na tomada e considerou que seu uso seria interessante o suficiente para criar música. Os programas são focados na produção de cada pais (França, Alemanha, Grã-Bretanha…) e seus respectivos criadores. Clique aqui para assinar o feed dos programas (que já estão no 7º episódio) e boa viagem! Abaixo, o 1º programa:
Episódio 1
Claro, claro: já pensou quantas utilidades não existem para um colete musical como este aqui? Homem-sanduiche em estéreo, animador ambulante de festinha infantil, estraga-prazeres em pescaria, vendedor lo-fi na praia (economia de gogó)…
Luke Skywalker não conhecia seu pai. E também não sabia que ele tinha tanto talento!
Manja “War Pigs”, aquele clássico do Black Sabbath no qual o Ozzy Osbourne esbraveja contra as guerras e seus generais? Ouça o original: War Pigs
E agora veja a versão instrumental com uma banda de metais. A ironia (ou falta de noção, mesmo) é que é a apresentação de uma banda do exército…
(dica do Carlos Estigarribia)
Sem mais: especial de Elis e Chico para a TV, 1971 (em 2 partes). Cada um na sua praia.
Rishi Verma, estudante de ciência da computação da Universidade de Indiana, desenvolveu uma “tabla virtual” para você fingir que é hindu: no site do brinquedo, você usa os atalhos do teclado para tocar esse dificílimo instrumento de percussão.
Na verdade, o que é complicado na tabla não é apenas sua técnica, mas também seu estilo dentro da música clássica indiana. Para tornar-se um tablista minimamente decente, deve-se aprender a cantar cada nota dos 2 tambores, com silabas correspondentes como dha, din, tin, ta, etc. E bem rápido. Como neste workshop de Zakir Hussain. Vá praticando, tá?
A Budweiser acabou de lançar um comercial que tem a música “Pop Corn” como trilha:
Aí eu não pude resistir, pois conheço 2 outras versões da mesma música: uma do EP de 2007 da carioca Orquestra Imperial e outra de um disco empoeiradaço de 1972, “Pop Corn - The Discotheque Sound“, e que é uma pérola!
Orquestra Imperial
Discotheque Sound

