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Reflexões em música pop

O meio musical é pródigo em discussões e reflexões. O problema é que muitas delas não saem das mesas de bar e dos backstages, tudo regado a teorias descompromissadas e muita cerveja - na melhor das hipóteses. Agora cruze os termos “reflexão”, “música” e “blogs” e começamos a ver que é possível não só gerar discussão inteligente como pontos de referência, locais onde essas reflexões ficam registradas e que podem ser consultadas, linkadas e remexidas.

Ultimamente, venho me alimentando em meia dúzia de blogs que discutem as questõs acerca do novo mercado musical e que acabam oferecendo insights interessantes sobre o estado das coisas em geral - não apenas na área da música.

O Hi How Are You? do Eduardo Ramos é um bom exemplo. Indie de longa data, Eduardo já trabalhou na área de artistas internacionais da Trama, levou o Cansei de Ser Sexy pra turnês mundiais (o que acabou em treta, mas enfim, eles que são branco que se entendam), assinou com o Franz Ferdinand pela Trama antes de todo mundo (todo mundo mesmo), fez shows do Mutantes na Europa, trouxe o Teenage Fanclub pro Brasil, entre uma lista de outros bons serviços prestados à “cena”.

Seu irmão, Bruno Ramos, vem fazendo um trabalho de entrevistas, debates e pesquisa a respeito dos caminhos burocráticos e econômicos que as bandas independentes percorrem. Bruno, como Eduardo, é advogado e traz uma visão um pouco mais mercadológica e menos conceitual que é fundamental e bem-vinda. Tudo isso está indo pro blog Música e Mercado.

O produtor Pena Schmidt (uma parte da história do pop brasileiro passou por suas mãos), por sua vez, escreveu bastante no ano passado no Peripécias de Pena. O blog não tem um post novo já há algum tempo, mas o que está arquivado vale uma boa vasculhada.

Outra boa dica é ficar ligado no Trabalho Sujo do Alexandre Matias. O blog em si não cobre apenas música, mas todo um escopo contemporâneo da cultura pop. Nem sempre ele posta reflexões, mas quando posta elas são longas e interessantes. Também vale vasculhar o arquivo e ficar ligado.

Por último, o blog do Espaço Cubo, uma cooperativa de produtores e músicos independentes do centro-oeste que estão se unindo ao eixo norte-nordeste do país e construindo alternativas interessantes pra todos os elos da cadeia musical.

É só isso? Claro que não… deve haver muito mais coisas por aí. Mas não vou ser eu a tentar reduzir os blogs relevantes a uma lista particular. Se você tiver algo a compartilhar, manda bala.

3 Respostas para “Reflexões em música pop”


  1. Icone Gravatar 1 penas

    pois é, podemos todos continuar a refletir sobre música pop, acho que é uma contradição em termos, mas enfim…gostei muito em ser incluido em sua lista, gostei mais ainda em ver a sua lista, concordo com ela e acrescento que falta o ju polimeno, sei lá onde está agora, mas já pensou bastante dentro do overmundo.com.br
    O Bruno, super metódico, está garimpando pepitas lógicas num mundo mar revolto de caos, bad trips e ego trips que se chamava industria fonografica e que hoje recebe visitantes como órgãos de governo, cooperativas paraestatais, espécies mutantes que vão crescendo nos restos e frestas, tentando preencher os intersticios, as fendas e brechas que se abrem separando ouvintes e músicos.
    A sua lista é tão bacana quanto uma mesa de bar também, onde vão passando os compañeros e as idéias preguiçosamente voltam á discussão. Já andei trocando com o Bruno e com seu irmão Eduardo - Escreve meu nome direito, catzo, é Schmidt - que também tenta digerir um banquete infindavel de variaveis e dissonancias, opiniões que mudam de direção antes de chegar ao fim do paragrafo, é impossivel não ficar tonto com tanto spin doctor trabalhando ao mesmo tempo, imagine tourear o DP de Comunicação da Apple, do Yahho, da Universal, da RIAA e tentar extrair o que há de verdade em todas as manobras. Ai, ele vem conversar comigo sobre a industria brasileira da música, na minha visão de caroneiro periférico e tenta descobrir algum sentido. São uns heróis, estes Ramos, espero que sejam reconhecidos por seu esforço insano em buscar ordem, amor e progresso. Fazia tempo que não visitava o Alexandre Matias e fiquei tonto com o caleidoscópio diario que o cara manda, muito bem. O Cubo, meus amigos, vale uma visita ao Centro-Oeste, uma república grega, uma utopia concreta, é uma web feita de pessoas fazendo coisas reais, um protocolo que poderia fazer diferença no meio da música, mas precisaria fazer uma reforma no DNA e querer ser tão pop quanto o CSS, literalmente, querer tomar conta do mundo.
    Pronto, ai está minha sincera e não editada opinião, escrita num espaço um pouco maior que uma caixa de fósforos, só porque vc reclamou que não escrevo nada de novo. Tem uma razão. Ficou tudo muito rápido, o jogo “Futuro da Música” destrambelhou e estou dando um tempo, trabalhando amarrado ao tronco, para variar. Quer saber o que eu acho mesmo? Pois frequente o Auditório Ibirapuera, ou siga sua programação, no http://www.auditorioibirapuera.com.br
    abs
    Pena

  2. Icone Gravatar 2 Gustavo Mini

    Pena, que legal q vc viu isso… pois então, eu conheci o trabalho do Espaço Cubo ao vivo… em 2005 fomos tocar no Calango com os Walverdes e não acreditei no que vi… 3 mil pessoas no dia em que tocamos, se não me engano.

    Abraços!
    Mini

  3. Icone Gravatar 3 Gustavo Mini

    Pena, que legal q vc viu isso… pois então, eu conheci o trabalho do Espaço Cubo ao vivo… em 2005 fomos tocar no Calango com os Walverdes e não acreditei no que vi… 3 mil pessoas no dia em que tocamos, se não me engano. E sem nenhum headliner do mainstream nacional.

    Abraços!
    Mini

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