Vídeo promocional da Northrop Grumman usando como trilha Queen - Don´t stop me now
Arquivo para April, 2008
Manja “War Pigs”, aquele clássico do Black Sabbath no qual o Ozzy Osbourne esbraveja contra as guerras e seus generais? Ouça o original: War Pigs
E agora veja a versão instrumental com uma banda de metais. A ironia (ou falta de noção, mesmo) é que é a apresentação de uma banda do exército…
(dica do Carlos Estigarribia)
Está prevista para o segundo semestre o lançamento de mais uma versão do Celemony Melodyne, software que “afina” nas gravações muitos dos cantores desafinados que conhecemos. A grande diferença é que agora o software promete controlar notas individualmente dentro de um acorde.
Isso significa que vai ser possível, entre outras coisas, corrigir um pianista que tocou uma nota errada ou afinar um violão depois da gravação, ou ainda corrigir um único cantor desafinado num coro. Mas o mais interessante é o potencial para recriar sons a partir de gravações antigas: você vai poder, por exemplo, pegar aquele lá maior tocado pelo Jimi Hendrix de que você gosta e fazer dele um dó menor, um arpejo de ré maior ou qualquer outra coisa que der na telha.
Um par de artistas fez uma pesquisa indagando os entrevistados sobre o que eles mais odiavam em música. Como resultado, produziram 23 minutos de música misturando harpas, bossa nova no sintetizador, ópera e rap. Com isso, eles pretendem ter produzido uma tentativa científica de reunir o pior possível em música. Quer ouvir?
Jane´s Addiction estão realmente de volta!
Depois do jump, um vídeo um pouco tosco de Ocean Size no NME
Cat Empire se reinventa a cada música. Sly, Toy Dolls, Ac/Dc, Marley, Hotel California…tudo misturado down under.
Depois desse video, deixe rolando o playlist:
0r. JOY DIVISION
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01. José Gonzalez
02. Albert Kuvezin
03. Nouvelle Vague
04. Bis
05. Calexico
06. The Cure
07. The Diary
08. Susan & M. Orch.
09. In The Nursery
10. Worm is Green
11. Die Art
12. Flowing Tears
13. The King
14. James Ozenne
15. Plate Six
16. Heaven Falls Hard
17. Petlz
18. Kaycee
19. Swans
20. Kismet
.Tem uma preferida? Coloque ali nos comentários.
UoD! Mais em SU
Sem mais: especial de Elis e Chico para a TV, 1971 (em 2 partes). Cada um na sua praia.
Eu ia dizer que tive a impressão de estar vivendo um momento especial. Mas me recuso: na verdade eu tenho certeza de que vivi um momento muito especial. Tudo ali parecia ter sido pinçado cuidadosamente para construir um cenário bastante específico e totalmente contemporâneo.
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A começar pelo lugar do show, o Porão do Beco, terceiro bem-sucedido empreendimento das “organizações Beco”. A casa que hoje traz o carimbo “Beco” atravessou quatro décadas como Encouraçado Butikin recebendo desde Roberto Carlos e Elizete Cardoso até a revolução disco. Hoje, é o lar simbólico (porque há outros) e factual (porque é o que ficou marcado) do underground portoalegrense. Há pelo menos 4 anos, nas suas sucessivas versões, o Beco vem funcionando (ao lado das extintas festas da antiga Funhouse e segundas no Jeckyll) como eixo do resgate do rock na cidade e da criação de novos pilares construídos por bandas como Superguidis, Pata de Elefante, Pública, Damn Laser Vampires e por aí vai. Sobre esses pilares, toda uma cena se criou, agregando ao palco uma pista de dança e os hoje célebres DJ’s de rock.
Apesar de fazer todo sentido do mundo que “a tal da Mallu Magalhães” fizesse sua estréia gaudéria no Porão do Beco, a sincronia com essa linhagem histórica que eu descrevi termina por aqui. E então começo a sublinhar os elementos de ruptura: um show às nove e meia da noite, com a galera praticamente sóbria e calma (tem se cheirado muito em Porto Alegre) e uma atmosfera leve, sem aquela espessa nuvem de fumaça e energia pesada que costuma tomar conta do ar lá pela uma e meia manhã - horário normal de entrada no palco da primeira banda.
De repente, depois de enfrentar uma fila de 400 metros em nosso primeiro sábado frio e chuvoso, a menina entra no palco. Menina mesmo. Quinze anos, metida num terno não muito apertado, mais para David Byrne do que para Strokes. Não é tímida, se comunica bastante com a platéia. Mas é duas. Quando começa a cantar, interpreta, se entrega, se mistura ao violão, às sequências de notas bem colocadas, às boas letras de psicodelia infantil (um pleonasmo?) em inglês e português, às referências bem pescadas (Beatles, Dylan, Johnny Cash). Nos intervalos, gagueja, pontua as frases com “né?” e “meu”, ri e conta histórias. Às vezes mistura as duas coisas.
Cada detalhe é sorvido por um Porão do Beco lotado de pessoas e de uma alegria sincera. “Mallu, casa comigo” grita uma menina. Sim, o cinismo está presente. Mas a naturalidade de Mallu vence o cinismo e pode-se notar isso no ar. Todo mundo presta atenção no show inteiro, se envolve com as brincadeiras infantis, entra no clima. Porque Mallu é a antítese do que se convencionou como o indie nacional. Ela é serelepe e saltitante, algo que combina mais com meninas de 15 anos do que com meninos de 27 anos (deixemos a Lovefoxxx fora disso). Ela foi na Globo e no programa do Lucio Ribeiro da mesma forma. Ela parece vir de outro planeta (a infância) sem se esforçar pra isso. Ela gosta de platéia (!!!!) mas conversa de igual pra igual e não com aquele surrado diálogo de estádio tipo “boa noooooite portooo alegreeeee” ou “estou muito feliz que vocês estão aqui, beijo no coração de vocês”, essas coisas.
Penso que se o show rolasse às 2 da madrugada com todo mundo bêbado, chapado e cheirado, a coisa seria bem diferente. Mas percebo que aí também reside parte do encanto. Mallu fez cerca de 600 indies saírem de casa mais cedo, beeeeem mais cedo, e participarem de uma experiência diferente das suas vidas.
Ok, ela não fez isso sozinha. Teve ajuda forte. Da internet. Do hype do momento disparado por blogueiros influentes. Da curiosidade em torno de sua história pitoresca. Bem como do estado atual das coisas, tendendo fortemente ao folk. Tudo bem. Fomos até lá também por causa disso. Mas ficamos, assistimos e degustamos o show porque o show é bom. Porque o repertório é bem montado, as músicas são bem interpretadas e a menina consegue o que muito marmanjo não tem condições (eu não tenho): segurar uma platéia só na voz e viola, com bom humor e coração aberto, sem maldade.
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A Mallu, então, é tudo isso? Não, é o contrário: tudo isso é que é a Mallu.
Rishi Verma, estudante de ciência da computação da Universidade de Indiana, desenvolveu uma “tabla virtual” para você fingir que é hindu: no site do brinquedo, você usa os atalhos do teclado para tocar esse dificílimo instrumento de percussão.
Na verdade, o que é complicado na tabla não é apenas sua técnica, mas também seu estilo dentro da música clássica indiana. Para tornar-se um tablista minimamente decente, deve-se aprender a cantar cada nota dos 2 tambores, com silabas correspondentes como dha, din, tin, ta, etc. E bem rápido. Como neste workshop de Zakir Hussain. Vá praticando, tá?
A Budweiser acabou de lançar um comercial que tem a música “Pop Corn” como trilha:
Aí eu não pude resistir, pois conheço 2 outras versões da mesma música: uma do EP de 2007 da carioca Orquestra Imperial e outra de um disco empoeiradaço de 1972, “Pop Corn - The Discotheque Sound“, e que é uma pérola!
Orquestra Imperial
Discotheque Sound
Quando se é fã de uma banda, mas fã mesmo, não basta ter todos seus discos, videos, camisetas e entrevistas: é preciso COMER o seu idolo! Não, não estou falando do Zé Celso e seu “Roda Viva”. Falo do Obacchi Jacket Lunch Box, japoneses que fazem quentinhas (chamadas de “bento” na terra do Sol nascente) mimetizando capas de albuns conhecidos. Você quer um bento de arroz com a Bjork? Eles tem. Vai um Jimi Hendrix aí? Vai. Já fizeram um Sex Pistols com presunto e um Police com algas pra sushiman nenhum botar defeito, dentre dezenas de marmitas e milhares de trabalhadores bem nutridos e satisfeitos.
Dica do Patrice Lamiral
Shamisens on the rock! Pra quem não sabe, o shamisen é um tradicional instrumento de cordas japonês tocado com uma enorme palheta de marfim chamada bachi. Repare nos taikos e nas flautas de bambu. E preste atenção na letra (pena que eu não leia kanji…).
Dica do Cristiano Cera
Estava passeando pelo Youchubi e encontrei essa versão de I Shot the Sheriff tocada pelo Jaco Pastorius e Bireli Lagrene. O primeiro cd do Pastorius que eu ganhei foi o Live in Italy e tinha uma outra versão dessa mesma música. O cd é difícil de achar mas é muito bom e o Jaco dispensa comentários. Pena que os bons morrem cedo…


