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Arquivo para January, 2008

Andres Segovia, Marquess of Salobreña

Uma das melhores maneiras de desacelerar é entrar no YouTube e assistir qualquer um dos videos de Andres Segovia, o excepcional violonista clássico Espanhol. Sua visão, sua obra e sua narrativa em tom de contador de histórias são um bálsamo para alma em tempos como o de hoje.

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Brinde

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Escrevi esse release no ano passado. Recomendo fortemente essa banda. Vai lá no Myspace dos caras enquanto lê o textão…

“Sabe aquela coragem? Aquela de fazer rock na Bahia, um estado cuja boa parte de sua economia é baseada em um tipo de som diametralmente oposto? Pois então. Por incrível que pareça, não é essa a coragem que move a Brinde em seu segundo disco. Enfrentar esse desafio já virou clichê e não é mais problema para a Brinde e para boa parte da cena musical brasileira, que está cada vez mais livre de amarras geográficas e estéticas. “Aquela coragem”, eu deduzo a partir da audição do segundo disco da banda de Cruz das Almas, é a difícil arte de soar contemporânea sem beber direto na fonte oitentista que irriga a maior parte do som praticado por seus parceiros de geração. Diferente da maioria, a Brinde abriu mão dos anos 80 e foi direto aos anos 60 buscar melodias ensolaradas e aos anos 90 capturar um pouco de sujeira e auto-ironia. Estamos falando de elementos que compõem a espinha dorsal do som de bandas como The Who, Supergrass, The Jam, Superchunk, Husker Du (e, logo, o Sugar). O resultado é uma respeitável coleção de 11 canções tão desleixadas quanto cristalinas. As letras do guitarrista e vocalista Henrique Neves seguem essa lógica: há confissão, há ingenuidade, há amor. Mas também há uma saudável pitada de sarcasmo, uma sutil porém sempre presente decisão de não se levar a sério. Isso retira o que poderia pesar demais e colocar a banda dentro do mesmo balaio cultural que hoje abriga blogueiros e roqueiros emo. Henrique tem a pecha de cuspir declarações de amor tipo “Descobrindo estar a seus pés / Desmarquei visitas a bordéis” e também de enfileirar versos aparentemente desconexos como “Devaneios teatrais / De quem disfarça e se retrai / Enquadrado com rigor / Desnecessário e sem pudor / Aos seus anseios anormais / Desvios comportamentais”. Do que ele está falando? Não sei. Na melhor tradição de Kurt Cobain, são mensagens cifradas que podem tanto esconder a dor e a angústia como o riso abafado de quem sabe que no fundo o ser humano nunca vai conseguir entender tudo mesmo.
Quem auxilia Henrique a colocar esses versos num contexto menos emotivo e mais supersônico é o baixista Leno Blumetti e o baterista Voltz, que assumem a árdua tarefa de tecer diferentes dinâmicas dentro de cada canção: há idas e vindas na melodia e no andamento, sempre na medida certa, nunca exagerando, cuidando para enfatizar um bom riff e não se perder na repetição de uma virada bem sacada (um dos grandes predicados do já citado Supergrass). Difícil equilíbrio este, mas ele é mantido com uma surpreendente maturidade, ainda mais se levarmos em conta que este é recém o segundo álbum da banda –mais solto e sujo do que o primeiro, diga-se de passagem. Então, no fim das contas, resta-nos ter a mesma coragem do trio baiano e se entregar ao disco sem muito drama, com um espírito aberto e leve. Em pouco mais de meia hora, a Brinde mais pergunta do que responde, mais intui do que confessa e mais agita do que acalma. E não se preocupe demais com essa indecisão. Porque eles não parecem não se preocupar muito.”

Manu Dibango: sax afro

O que esperar de um saxofonista nascido em 1933 nos Camarões e que já tocou jazz, música latina, afrobeat, reggae, misturou funk com música africana e ainda teve um hit internacional em 1972, “Soul Makossa“? Resposta: espere tudo, principalmente muito suingue. Manu Dibango presta serviços à música africana e mundial desde que levou seu sax para Paris, na década de 60. De lá pra cá já tocou com Sly & Robbie, Don Cherry (pai da Neneh Cherry), Fela Kuti, Angelique Kidjo, Bill Laswell e Ladysmith Black Mambazo (aquele coral que participou do disco de Paul Simon, “Graceland”). Dê uma sacada no som do camaronês e entenda porque seus grooves são tão sampleados pelo pessoal do Hip Hop:

Samba em edição de luxo

Boa edição da música do Baden Powell e Vinicius de Moraes, “Formosa”. No inicio, Marcello Gonçalves e Yamandu Costa (le petit monstre do instrumental brasileiro) afiando a navalha em uma barbearia, e aí de repente, tchã-rãn!, fusão para Elza Soares acompanhada por Marcos Suzano e pelo Trio Madeira Brasil. Acho que tá bom, né?

Somewhere over the rainbow

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Muito já foi dito, a onda toda já passou, mas acho que é uma hora melhor pra começar a pensar sobre o assunto “Radiohead”.

Primeiro, o que não se comentou muito: que discão!!! Tenho pra mim (na verdade pensei isso pela primeira vez hoje dirigindo) que os grandes discos da música pop sempre prestam tributo a tudo que veio antes deles. Se está faltando alguma coisa, então não é um disco tão marcante. Foi assim com o Nevermind (que tem rock 70, punk, pós-punk, melodias sessentistas e hardcore), foi assim com o London Calling (precisa falar?), foi assim com tudo que é disco relevante.

Bom, hoje a música não se fia mais tanto a esses “discos de virada”, mas estivéssemos nos anos 90 talvez In Rainbows pudesse ter um impacto tão grande quanto Ok Computer. Não faz sentido falar em “segundo Ok Computer”, mas o fato é que os caras atingiram um distante equilíbrio entre o experimentalismo hoje pop do Kid A com a ambiência do Ok Computer, sem deixar de lado a dramaticidade dos dois primeiros discos (que eu particularmente não gosto meishmo).

In Rainbow, como tudo que é bom feito hoje, é construído em camadas. E o material dessas camadas é a história do Radiohead misturada à história do rock. Por exemplo, é possível inserir Faust Arp na linhagem do bardo Nick Drake, à base de violões e orquestração. 15 step tem bateria de eletrônica experimental e dedilhados bem Radiohead. Bodysnatcher é o punk sujo do disco com batida reta e um clima entre o The Doors e o Queens of The Stone Age. Videotape é pura doencinha sufocante ao piano que lembra essas cantoras tipo Feist. O disco não tem uma música ruim e é tecido de forma bastante uniforme, um patchwork muito esperto.

Como os discos do Wilco, In Rainbows é pra ouvir, reouvir e não se cansar de descobrir coisas.

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É uma tese, mas não tenho muitas dúvidas disso: o Radiohead é o novo U2. O Thom Yorke é puro Bono anos 00: porta-voz de um engajamento 2.0 (ok, foi ruim essa…) que diz respeito muito mais à forma como a sociedade se comporta no âmbito da web do que propriamente à suposta vida real formada pelos dramas do terceiro mundo. As guitarras dedilhas e recheadas de reverb, os loops de bateria e o flerte com a pós-modernidade (agora absolutamente mainstream) assinam embaixo: o Radiohead está fazendo, no mundo pop, o papel que o U2 fez nos anos 90. Não faz falta que o Radiohead não tenha hits radiofônicos como o U2 teve e tem, porque agora os hits radiofônicos praticamente não interessam mais. É uma tese que pode render muito mais, mas eu deixo ao gosto do freguês, não vou me estender nisso.

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Muito se falou dos downloads gratuitos, então não tem porque eu bater ainda mais nessa tecla já gasta. A questão que resta é uma frase que vi em algum lugar e achei ótima: num mundo onde uma banda com a qualidade do Radiohead oferece sua música de graça, por que pagar por tanta porcaria?

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Outra coisa, e essa eu consegui pensar sozinho: houve gente sublinhando o fato de que só 38% das pessoas pagaram pelo download, numa média de seis dólares por álbum (abaixo do preço médio de downloads do itunes e do preço de um CD. Algo como “arrá, viu só, quase ninguém quer pagar, se deu mal”.

Mas aí tem alguns detalhes.

1. O dinheiro dos downloadas foi todo para a banda, que recebeu mais do que os direitos autorais da venda de CDs reais.
2. É impossível saber a porcentagem de pessoas que não pagam por discos lançados apenas para serem vendidos, seja como CDs e downloads. Tem tanta gente baixando que deve ser uma porcentagem bem superior a 62%, que é a fatia dos ouvintes que não pagaram pelo dowload de In Rainbows.

Houve ainda executivos argumentando que a banda não conseguiria fazer isso sem ter uma base de fãs que foi construída com o apoio de uma grande gravadora. Mas existem experiências comerciais bem concretas em andamento de que o contrário também é verdade. De novo eu invoco a Fresno como exemplo, que montou sua base de fãs por si própria através de redes sociais e só então quando seu caminho estava bem pavimentado é que uma grande gravadora se “arriscou” a investir na banda. Super risco né? Uma banda que vinha fazendo show pra 3 mil pessoas por conta própria…

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No caso dos Walverdes, realmente não sabemos o que fazer com o próximo disco. Estamos em dúvida sobre a necessidade de lançar CDs, muito embora eles ainda sejam uma fonte de renda nas turnês. O que acho que vamos precisar fazer é dar uma atenção maior à arte e à caixinha, tornando o suporte algo mais do que mero suporte. Nada de novo, inúmeros boxes de artistas, discos de vinil e pen drives vêm cumprindo esse papel.

É o que fez o Radiohead: a primeira versão em CD de In Rainbows, tipo luxo, custava 40 libras e muita gente comprou mesmo com o acesso irrestrito ao download. Como chamariz, não só um puta projeto gráfico como alguns quitutes gratuitos vinculados ao box.

Aqui tem mais detalhes e um análise bem econômica da história.
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De qualquer forma, o furor em torno da distribuição gratuita de In Rainbows só interessa a quem não interessa mais: ao mainstream, ao grande mercado e a nós, supostos estudiosos. Porque para quem realmente interessa, o público, o futuro mercado de música, isso não está mais em questão, já foi absolutamente resolvido. Quem quer pega, quem não quer não pega. Quando quiser muda de idéia e era isso, pronto. Paga por algumas coisas, não paga por outras. Quem define o que é pago ou não e quando? Todo mundo junto, numa espécie de assembléia informal e orgânica que se regula diariamente. Não acontece só com downloads de música, mas com tudo mais: bolsas Prada, filmes e softwares.

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Pra onde vai tudo isso? Não sei. Tem fã pagando disco de ídolo e esperando o troco. Já tem banda brasileira sugerindo que cada um pague o quanto quer pelo ingresso. Tem de tudo pra todo mundo.

O mundo está cada vez mais parecido com um buffet a quilo. E é uma arte viver em qualquer um dos lados do balcão.

São Paulo, aonde fica?

Ô mano, aniversário de São Paulo: parabéns aê, véinho! Eu tenho uma experiência urbana interessante: morei no Rio de Janeiro o ano de 2005, e lá quem é de fora se localiza muito rápido no mapa. É fácil: a cidade é um corredor espremido entre o mar e os morros, e que depois desagua na Barra da Tijuca (que não é o Rio e que quer ser Miami…). Então lá você sabe exatamente aonde está e para onde vai, uma sensação mais diluida em São Paulo, cidade-monstro esparramada invadindo os municipios vizinhos. Tudo isso contribui para o sentimento de bairrismo do carioca, de pertencer, sentimento quase ausente em São Paulo. Repare: centenas e centenas de sambas foram escritos louvando tal ou qual vizinhança, morro ou região do Rio. Se São Paulo fosse entrar na comparação, tadinha da cidade…

E aí eu me lembro do Adoniran Barbosa falando sobre “Trem das Onze”. Perguntaram a ele sobre o verso “Moro em Jaçanã”: afinal, por qual motivo foi Jaçanã nomeado a ser esse bairro tão longe de tudo? E o Adoniran: “E eu lá sei aonde fica essa porcaria de Jaçanã?” Agora, imagine se existiria remota possibilidade de um compositor carioca (ou de qualquer outra cidade brasileira) não dominar a cidade que está cantado? Ê, São Paulo…

A morte da alta fidelidade

Há pouco saiu materiazinha amiga na Rolling Stone americana sobre a “piorização” da qualidade de som dos CDs atualmente, masterizados de forma tosca pra que as músicas sobrevivam com um bom volume à compressão do mp3.

Masterização é o processo de pós-produção pelo qual passa um álbum. Nessa etapa se acerta o volume do conjunto todo, se reduzem os ruídos, se faz uma equalização única, resumindo, é onde uma boa parte do clima do disco é definida e o masterizador tem que ter a manha pra não achatar ou expandir demais o som da banda, encontrar o ponto certo da história.

O que vem ocorrendo é a criação de um novo padrão de masterização no qual grande parte das nuances são eliminadas em benefício de um volume maior, com mais intensidade. O problema é que isso também significa menos diversidade no som, o que deixa as músicas todas meio iguais. Por exemplo, você pega a visualização gráfica da antiga Smells Like Teen Spirit …

… e compara com I Bet You Look Good on The Dancefloor do Arctic Monkeys…

Sacou? Não é que os Monkeys sejam mais intensos do que o Nirvana. É que o disco deles foi masterizado de forma mais intensa, comprimindo o som e carregando no volume de forma absurda.

A justificativa da indústria para essa mudança é que o som precisa ser mais alto pra fazer sentido sob a forma de um arquivo comprimido (MP3) e que é consumido cada vez mais em caixinhas de computador e fones de iPod, que não oferecem uma fidelidade muito boa no som.

Para o usuário médio isso não faz a menor diferença, mas há artistas, produtores e uma parte do público incomodada com isso. Em alguns casos, até mesmo certos instrumentos ou detahes da música somem no meio da zoeira.

O que provavelmente vai acontecer é que os álbuns “mais bem masterizados” vão se tornar também parte de um nicho indicado (na matéria já se cita movimentos nesse sentido): artigos direcionados, baseados na disposição de uma banda ou um produtor querendo se conectar a um público interessado em uma experiência mais sofisticada em termos de sonoridade.

Apesar de adorar som, não sou propriamente um audiófilo e não vejo volta nesse standard. Evito, na medida do possível, as lamentáveis caixinhas de computador, mas morro nos fones de mp3 player. O som do meu Creative Zen até é bem razoável e há pouco passei uns meses com um celular Motorola K1 que tinha mp3 player e uns fones decentes. Depois de ser roubado, tive que pegar um LG cujos fones já são bem mais podrinhos, mas é a vida.

Isso tudo não é um caso isolado. Como escrevi num post do Conector ano passado, acredito que vivemos uma era de extrema tolerância à baixa resolução, não apenas na música mas também na fotografia, nas artes gráficas, na alimentação e nos relacionamentos humanos. Nénão?

(post publicado originalmente no Conector)

Drum machine com chiclete

Ontem o Daniel da Hora publicou um post sobre o Tenori-On, interface musical lançada faz pouco tempo. É uma dentre muitas traquitanas que estão pipocando por aí, integrando tecnologia digital e - muitas vezes - soluções caseiras, como é o caso deste engraçado “bubblegum sequencer” (sequenciador com chicletes). Direto, o video explica exatamente como é a mecânica de criação de loops em baterias eletrônicas - bem mastigadinho

Instrumentos analógicos dos Smurfs

Não, não tem Smurfs aqui, eu te enganei mesmo. Mas se eles botassem as mãos nesses teclados e gravadores vintage, que som que sairia? O tecladista e “micro-luthier” australiano Dan McPharlin não sabe responder, a única coisa que ele sabe é construir uma miniatura dessas a cada 3 dias. Que, vira e mexe, vão para exposições (onde são compradas) nos Estados Unidos e no Japão (sério! Bonsai na veia!). Enquanto você não põe as mãos em um desses gravadores de rolo, pode curtir algumas dessas criações no Flickr do fulano.

Assobie esta se for capaz!

Conheço algumas pessoas que não sabem assobiar. Eu próprio tenho um alcance limitado na hora de fazer bico. Ê inveja daqueles que conseguem ir do grave ao agudo, e bonito, só no assobio! Quantas músicas não devem o que são a essa sopradinha?

Fiz uma pequena lista de algumas que me vieram à memória: Bluesette (do holandês Toots Thielemans, assobiando e tocando guitarra junto), Don’t Worry, Be Happy (Bobby McFerrin), Twisted Nerve (tema de Bernard Hermann para filme homônimo de 1968, redescoberto para a trilha de Kill Bill), O Leãozinho (tente assobiar o salto que está lá), o arrepiante e obcecado assobio do personagem de Peter Lorre no filme de Fritz Lang “M, o Vampiro de Dusseldorf” (e que é um tema de Grieg da suite Peer Gynt, de 1876), e a abertura do western-espaguete de 1971 “Meu Nome É Trinity” (música de L. Scott para o personagem de Terence Hill).

Twisted Nerve (aka “Kill Bill”)

Bluesette

Don’t Worry Be Happy

O Leãozinho

Peer Gynt (tema de Edvard Grieg assobiado por Peter Lorre em “M, o Vampiro de Dusseldorf”)

The Zutons, rock de raiz

Liverpool é a terra dos Beatles. Ou seja, a comparação é braba para as bandas locais que vieram depois dos Fab Four. Mas isso não intimidou seus conterrâneos The Zutons: quatro carinhas e uma saxofonista, fazendo um rock com uma cara bem anos 60/70. Em outras palavras, muitos riffs, guitarras cruas e melodias chamativas, espalhadas em 2 discos: “Who Killed The Zutons?” e “Tired Of Hanging Around”. Sua música “Valerie” já virou cover de Mark Ronson e de Amy Winehouse, o que é de alguma forma atestado de qualidade. Curta o playlist abaixo:

Donald, matemática e música

Trocava eu comentários sobre visual learning em um post do Hiro no UoD (Hiro é nosso craque Updater ilustrador, criador das famosas e também visualmente educativas bandeijinhas do McDonald’s) quando ele comentou sobre o desenho “Donald no Mundo da Matemágica”. E o que isso tem a ver com o Ouvidoria? Ora, matemática é música, não é mesmo?

Frank Zappa, sem bigode e tocando bicicleta

Quando se é Zappa, Zappa-se até na tradicional TV americana de 1962: com 21 anos, lá estava ele no Steve Allen Show, tocando bicicleta. “Frank Zappa, Z-a-p-p-a, huh? Well, here we are, french stereo bikes”. Risos na platéia, Frank sério (quase): “Há quanto tempo você toca bicicleta, Frank?”, “Há mais ou menos 2 semanas”. Primeiro as explicações (”Estou com um par de baquetas e um arco que peguei do contrabaixista ali atrás, na coxia”), e depois a música-bicicleta com participação do apresentador e da orquestra do programa, na continuação ampliada deste post - diversão para toda a familia!

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David Byrne entrevista Thom Yorke

Dia 04 passado nosso updater Jorge Carvalho publicou um post sobre uma experiência recente de Trent Reznor (cantor e lider da banda Nine Inch Nails) no terreno do “quer pagar quanto” por um album. Depois que Radiohead fez isso com seu “In Rainbows” todo mundo ficou ouriçado: estariam nomeando o valor da criação musical para zero, acusaram os executivos de grandes gravadoras; estariam revelando ao mundo o futuro absoluto do business musical, exaltaram outros. A MTV chegou a fazer uma reportagem com o nome “O ano em que a indústria quebrou“(ela não quebrou, só está com esclerose múltipla). Bom, a criança do Radiohead ainda nem completou 1 ano de vida, ainda falta engatinhar e falar… portanto tem muita água pra passar por baixo dessa ponte.

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Guitarra-Robô da Gibson

A Gibson, uma das mais tradicionais fabricantes de guitarras, acabou de lançar um modelo que se afina sozinho. É a Gibson Robot Guitar, que sai por cerca de US$ 2.500. Caro, mas se você não tem ouvido para afinar seu instrumento sozinho, quem sabe essa guitarra ajude… Veja abaixo o video de demonstração do brinquedo:





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